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Disparidade de género tem vindo a descer, mas homens ainda ganham mais 20%

Pataforma Brighter Future, da Fundação José Neves, lança análises sobre o panorama laboral e formativo em Portugal. A disparidade salarial está em queda, mas os homens continuam a ganhar mais do que as mulheres, independentemente da idade, do nível de escolaridade e da região de Portugal em que trabalhem.

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A plataforma Brighter Future, da Fundação José Neves, uma base de conhecimento sobre Educação e Competências em Portugal, acaba de lançar cinco novos Insights sobre o panorama laboral e formativo em Portugal. Um dos dados analisados é a disparidade salarial entre géneros e a constatação de que os homens ainda ganham 20% mais do que as mulheres em Portugal.

 

A disparidade salarial está em queda, mas os homens continuam a ganhar mais do que as mulheres, independentemente da idade, do nível de escolaridade e da região de Portugal em que trabalhem. Segundo a informação divulgada, em 2019, os homens ganhavam em média cerca de 20% mais do que as mulheres, um valor elevado, mas menor do que os 25% registados em 2010.

 

É nas faixas etárias mais elevadas que se registam as maiores reduções da disparidade salarial entre géneros. Por exemplo, entre 2010 e 2019, a redução da disparidade salarial nos trabalhadores entre os 25 aos 34 anos não chegou a um ponto percentual. Já na faixa etária acima dos 54 anos, a disparidade salarial entre homens e mulheres diminui 10 pontos percentuais – de 46% para 36%.

 

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Comparando a disparidade salarial entre 2010 e 2019, a redução da vantagem salarial dos homens face às mulheres foi mais significativa na Região Autónoma da Madeira e no Alentejo e mais contida nas regiões Centro e Norte do país. Nos dados mais recentes, é na Área Metropolitana de Lisboa e na região Centro onde se verificam maiores diferenças.

 

Assim, apesar da evolução positiva, em 2019, a disparidade salarial entre géneros continua a ser bastante mais acentuada entre no grupo das pessoas ao serviço mais velhas. Ou seja, na faixa etária dos mais de 55 anos, os homens ganham em média mais 36% do que as mulheres; na faixa dos 45 aos 54 anos, os homens ganham em média mais 27% do que as mulheres.

 

Um dos aspetos mais relevantes a ter em conta na disparidade salarial entre géneros é comparar os salários de homens e mulheres com o mesmo nível de escolaridade. E também neste aspeto, a disparidade salarial é ubíqua, uma vez que os homens continuam a ganhar mais do que as mulheres com a mesma escolaridade, qualquer ela seja, indica o relatório.

 

Assim, em 2019, entre os quem têm o ensino secundário, os homens ganhavam mais 26% do que as mulheres; entre os licenciados, os homens ganhavam mais 36% do que as mulheres; e entre os mestres, os homens ganhavam mais 31% do que mulheres.

 

No entanto, a disparidade salarial tem vindo a diminuir de forma continuada ao longo da última década para o ensino secundário e licenciaturas. No caso dos mestrados, a disparidade salarial entre géneros em 2019 está praticamente nos mesmos níveis de 2010.

 

 

 

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