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Dino Parque supera expetativas e atinge 100 mil visitantes em três meses

São 120 modelos de dinossauros à escala real que permitem viajar milhões de anos no tempo a partir da Lourinhã. Aberto há pouco mais de três meses e mesmo com a chuva que se tem feito sentir, tem atraído a atenção de miúdos e graúdos e já atingiu metade dos visitantes esperados para 2018, revela o diretor do parque à MOOD. As estrelas? São os anfitriões da casa: o Lourinhanosauros e o Lourinhasauros.

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O Dino Parque – Parque dos Dinossauros da Lourinhã, inaugurado a 8 de fevereiro de 2018, já recebeu 100 mil visitantes nacionais e estrangeiros atingindo assim metade do número de visitantes estimado para o primeiro ano, que é de 200 mil no final de 2018.

 

À MOOD, o diretor do Dino Parque, Luís Rocha, revela que o balanço «não podia ser mais positivo. Quer em termos do que foi o entusiasmo como a forma como o projeto foi recebido pelos portugueses, quer a nível pessoal, quer ao nível de entidades e empresas, e em particular escolas. Mas essencialmente pelo número de visitantes já recebidos, aproximando-se dos 100 mil, apesar das condições atmosféricas nem terem sido muito favoráveis, dado que somos um museu ao ar livre».

 

O Parque dos Dinossauros da Lourinhã é o maior museu ao ar livre do nosso país e um dos maiores parques temáticos de dinossauros da Europa. Com 120 modelos de dinossauros à escala real, proporciona uma verdadeira viagem de milhões de anos através de quatro percursos distintos: Devoniano, Triássico, Jurássico e Cretáceo. O Parque conta ainda com um núcleo museológico onde se podem conhecer os achados de dinossauros provenientes da região e um laboratório os visitantes podem observar a preparação de fósseis. Veja imagens na galeria acima.

 

Para além dos conhecidos T-Rex e Triceratops, «a maior surpresa para os visitantes tem sido a descoberta dos dinossauros que designamos como portugueses – com destaque para os que habitaram a região durante o jurássico – e cujos nomes imediatamente associamos a Lourinhã – Lourinhanosauros e o nosso simpático gigante Lourinhasauros – o maior modelo do Parque», revela Luís Rocha.


 

A Lourinhã quer afirmar-se cada vez mais como capital dos dinossauros. Esta vila localizada a 60 km acima de Lisboa dá nome a dois gigantes do passado: o Lourinhanosaurus e o Lourinhasaurus. O Lourinhasaurus é o maior modelo do Dino Parque, com 23 metros de comprimento e cinco toneladas. Este dinossauro habitava a Península no Jurássico Superior, há cerca de 150 milhões de anos. Tem aspeto de um saurópode típico: pescoço e cauda comprida, cabeça pequena e quatro patas robustas.

 

O Lourinhanosaurus é um dos carnívoros mais completos de Portugal e a imagem de marca da Lourinhã. É o dinossauro a que estão associados o ninho de ovos de Paimogo, que contém vestígios de embriões, extremamente raros no mundo considerando que estamos a falar do Jurássico Superior com 150 milhões de anos. Os ovos e o Lourinhanosaurus catapultaram a Lourinhã para o reconhecimento científico mundial e apelidaram-na de Capital dos Dinossauros. Os originais destes fósseis poderão ser também vistos na área museológica do Dino Parque – Parque dos Dinossauros, assim como outros fósseis únicos no mundo.

 

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O parque veio assim contribuir para afirmar a Lourinhã e Portugal no campo da paleontologia a nível mundial. «Já existe esse reconhecimento ao nível académico e científico, mas agora passa a ser do conhecimento geral. Obviamente, o parque atrai visitantes e consequentemente a afirmação de um ponto de interesse turístico, quer para portugueses, quer para visitantes internacionais», revela o diretor. Mas não só. A este impacto junto do público, junta-se ainda o impacto económico na região e ao nível científico: «Desde a construção que o parque tem como prioridade a colaboração com empresas locais e nacionais. Tem impacto também com a criação de emprego direto e indireto. Aliás a captação de novos investimentos é sem dúvida um dos maiores contributos económicos, com impacto a longo-prazo no desenvolvimento da vila e da região. Finalmente o impacto importante ao nível científico, no âmbito do protocolo com o Museu da Lourinhã, onde uma % da receita de bilheteira será canalizada para projetos de paleontologia, com enfase no concelho da Lourinhã», explica Luís Rocha.

 

Com apenas três meses de abertura, a direção do Dino Parque salienta já algumas novidades desde então, nomeadamente a introdução de som ambiente no parque (excepto no período Jurássico), as visitas guiadas aos fins de semana para os mais curiosos e ainda a abertura de dois novos pontos de restauração no parque, para além do restaurante e quiosque atualmente existentes. «Finalmente, e quem sabe, em breve recebemos mais algum simpático novo dinossauro aqui no parque, que certamente fará as delícias de todos os entusiastas deste tema», revela. Para 2019, o Dino Parque espera manter o mesmo volume de visitantes e também apresentar algumas novidades… «mas para já ficam em segredo», conclui Luís Rocha.

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