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Dietas baixas em hidratos de carbono fazem queimar mais calorias

Um estudo realizado nos EUA acompanhou durante 40 semanas pessoas com peso a mais que fizeram dietas rigorosas, com baixo, médio ou elevado consumo de hidratos de carbono de alta qualidade. Com o mesmo peso corporal médio, os participantes que fizeram a dieta baixa em hidratos queimaram mais cerca de 250 kcal por dia do que os da dieta rica nestes alimentos.

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A maioria das pessoas recupera o peso que perde com a dieta dentro de um ou dois anos, em parte porque o organismo se adapta diminuindo o metabolismo e queimando menos calorias. Um meticuloso estudo conduzido pelo Hospital Infantil de Boston em parceria com a Universidade do Estado de Framingham, EUA, descobriu que comer menos hidratos de carbono aumenta o número de calorias queimadas. As descobertas, publicadas no British Medical Journal, sugerem, assim, que dietas com poucos destes componentes podem ajudar as pessoas a manter a perda de peso, tornando o tratamento da obesidade mais eficaz.

 

O estudo, conhecido como Estudo Alimentar do Estado de Framingham, controlou rigidamente o que as pessoas comiam, fornecendo-lhes refeições totalmente preparadas por um período de 20 semanas. Os pesquisadores acompanharam com cuidado o peso dos participantes e mediram a secreção de insulina, as hormonas metabólicas e o gasto total de energia (calorias queimadas). «Este é o maior e mais longo estudo de alimentação para testar o ‘Modelo hidrato de carbono-insulina’, que fornece uma nova maneira de pensar e tratar a obesidade», comenta David Ludwig, co investigador do estudo, a par de Cara Ebbeling, ambos também codiretores do Centro de Prevenção de Obesidade na Divisão de Endocrinologia Infantil de Boston.

 

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«Segundo este modelo, os hidratos de carbono processados ​​que inundaram as nossas dietas durante a ‘era de baixo teor de gordura’ aumentaram os níveis de insulina levando as células a armazenar calorias excessivas. Com menos calorias disponíveis para o resto do corpo, a fome aumenta e o metabolismo diminui – uma receita para ganhar peso», explica.

 

Após uma triagem cuidadosa de 1.685 participantes, os investigadores recrutaram 234 adultos com peso a mais (dos 18 aos 65 anos, com índice de massa corporal de 25 ou mais) para uma dieta inicial para perda de peso durante 10 semanas. Destes, 164 atingiram a meta de perder 10 a 14 por cento do peso corporal e passaram para a fase de manutenção do estudo. Estes participantes foram então canalizados para seguirem dietas alta, moderadas ou baixas em hidratos de carbono por mais 20 semanas – com estes componentes a representar 60, 40 e 20% do total de calorias, respetivamente.

 

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Os hidratos de carbono fornecidos aos três grupos eram de alta qualidade, em conformidade com as diretrizes para minimizar o açúcar e usar grãos integrais em vez de altamente processados. Nos três grupos, o consumo total de calorias foi ajustado para manter a perda de peso. Durante essa fase, o objetivo era comparar o gasto de energia, ou seja, como os diferentes grupos queimavam calorias com o mesmo peso.

 

Assim, ao longo das 20 semanas, o gasto energético total foi significativamente maior na dieta com baixo teor de hidratos de carbono em comparação com a dieta rica nestes componentes. Com o mesmo peso corporal médio, os participantes que consumiram a dieta baixa em hidratos queimaram cerca de 250 kcal por dia mais do que os da dieta rica nestes alimentos. «Se esta diferença persistir – e nós não vimos nenhuma queda durante as 20 semanas do nosso estudo – o efeito traduzir-se-ia numa perda de peso de cerca de 10kg ao fim de três anos, sem nenhuma mudança na ingestão de calorias», diz Ebbeling.

 

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Em pessoas com secreção de insulina mais alta no início, a diferença no gasto calórico entre as dietas foi ainda maior, cerca de 400 quilocalorias por dia, consistente com o que o Modelo Hidrato de Carbono-Insulina poderia prever. A grelina, hormona com implicações na queima de calorias, foi significativamente menor na dieta baixa versus a alta. «As nossas observações desafiam a crença de que todas as calorias são as mesmas para o corpo», diz Ebbeling. «O nosso estudo não mediu a fome e a saciedade, mas outros estudos sugerem que dietas com poucos hidratos de carbono também diminuem a fome, o que pode ajudar na perda de peso a longo praz».

 

Ludwig e Ebbeling lançaram recentemente outro ensaio clínico, no qual 125 adultos com obesidade vivem num centro residencial durante 13 semanas, para aferir também estes resultados. Os resultados deverão ser divulgados em 2021.

 

De modo geral, os vegetais são baixos em calorias e ricos em vitaminas, minerais e outros nutrientes igualmente importantes. Muitos são baixos em hidratos de carbono e ricos em fibras, o que os torna ideais para quem pretende seguir uma dieta baixa nestes componentes. Conheça na galeria, no início do texto, os vegetais mais baixos em hidratos.

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