Dieta mediterrânica beneficia saúde musculoesquelética das mulheres na menopausa
Este tipo de alimentação não beneficia só a saúde mental e física no geral, como também ajuda as mulheres mais velhas a manterem a densidade óssea e a estrutura muscular, revela um novo estudo agora divulgado. Ingerir muita fruta, legumes, leguminosas, batatas, azeite e sementes ajuda a contrariar os efeitos da baixa abrupta de estrogénio. A 18 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Menopausa.
A dieta mediterrânica ajuda as mulheres na menopausa a manterem a densidade óssea e o fortalecimento muscular após atravessarem esta fase das suas vidas, revela um estudo sobre mulheres na pós-menopausa realizado no Brasil.
Os pesquisadores da Universidade do Rio Grande do Sul relataram encontrar maior massa óssea e massa muscular em mulheres pós-menopáusicas que aderiram a uma dieta mediterrânica do que naquelas que não o fizeram. Os resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Endocrinologia, em Chicago, EUA.
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Esta alimentação implica uma elevada ingestão de fruta e legumes, leguminosas, batatas, azeite e sementes; um consumo moderado de peixe; um baixo consumo de gordura saturada, laticínios e de carne vermelha. De forma regular, mas moderada, também se bebe vinho tinto. A dieta mediterrânica tem sido associada a um menor risco de doenças cardíacas, diabetes, cancro e outras doenças crónicas, e melhor saúde mental.
Poucos estudos existem, no entanto, sobre a dieta mediterrânica e os seus efeitos sobre a composição corporal após a menopausa, disse a pesquisadora principal do estudo, Thais Rasia Silva. Essa informação é importante porque na menopausa, com o declínio no estrogénio, acelera-se a perda de massa óssea na mulher, aumentando o risco de osteoporose e de partir os ossos. Além disso, a menopausa e o envelhecimento reduzem a massa muscular. Silva disse que o declínio na massa muscular esquelética e a força em pessoas idosas são os principais contribuintes para o aumento de doença, redução da qualidade de vida e maiores taxas de mortalidade.
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A investigadora conduziu o estudo com 103 mulheres saudáveis do sul do Brasil, que tinham uma idade média de 55 anos e que haviam passado pela menopausa 5,5 anos antes, em média. Todas as mulheres foram submetidas a exames ósseos para medir a sua densidade mineral óssea, gordura corporal total e massa magra. As mulheres também completaram um questionário sobre a sua dieta.
Um valor mais alto de dieta mediterrânica foi significativamente associado a maior densidade mineral óssea medida na coluna lombar e com maior massa muscular, relatou Silva. Essa associação, segundo a investigadora, depende do facto de as mulheres terem usado a terapia hormonal anteriormente, o comportamento anterior de fumar ou o atual nível de atividade física. «Descobrimos que a dieta mediterrânica pode ser uma estratégia não médica útil para a prevenção de osteoporose e fraturas em mulheres na pós-menopausa», concluiu a investigadora.