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Diabetes: o que fazer quando o resultado é positivo para COVID-19?

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal desenvolveu um manual para ajudar as pessoas com diabetes e os seus cuidadores após diagnóstico positivo de COVID-19. As pessoas com diabetes são um dos grupos mais vulneráveis ao desenvolvimento de complicações graves devido à infeção pelo coronavírus. A 14 de novembro assinala-se o Dia Mundial da Diabetes.

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Devido às incertezas que existem sobre o novo coronavírus, os profissionais de saúde da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) reuniram um conjunto de informação validada e desenvolveram um manual de apoio para as pessoas com diabetes tipo 1 e 2 e seus cuidadores saberem lidar com um diagnóstico positivo de Covid-19.

 

«As pessoas com diabetes são um dos grupos mais vulneráveis ao desenvolvimento de complicações graves com a infeção por coronavírus. Desta forma, é crucial reforçar as medidas e cuidados a ter para controlar a diabetes. Antes e durante! A pessoa com diabetes deverá estar em contacto com o seu médico assistente, continuar a tomar a medicação aconselhada, sem nunca interromper o tratamento, nomeadamente com insulina, fazer a determinação da glicemia de quatro em quatro horas, beber mais líquidos para evitar a desidratação, tentar comer normalmente e verificar a temperatura diariamente, de manhã e à noite», esclarece José Manuel Boavida, presidente da APDP.

 

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José Manuel Boavida afirma que «o manual refere os cuidados específicos para cada tipo de tratamento, medicação oral ou insulina, e serve de complemento à linha de apoio (213816161) que a APDP tem em funcionamento para todas as pessoas com diabetes e seus familiares que necessitem de aconselhamento especializado».

 

O manual de apoio aborda ainda o papel do cuidador da pessoa em isolamento, os procedimentos de limpeza e desinfeção, procedimentos para remoção da roupa da cama e atoalhados, remoção de resíduos da zona de isolamento e responde ainda a questões como a transmissão de covid-19 por via fecal e a infeção através do animal de estimação.

 

O material está disponível para consulta, em português e inglês, na página da APDP e deve ser entendido como uma informação adicional que não se sobrepõe às indicações da equipa de saúde assistente de cada doente ou às das autoridades de saúde.

 

«Em caso de infeção, as medidas ensinadas, para os dias de doença, às pessoas com diabetes, devem ser reforçadas, com mais pesquisas de glicemia e de cetona sempre que necessário. Agora, mais do que nunca, é fundamental reforçar a importância da educação terapêutica e criar ferramentas que a suportem, permitindo assim que as pessoas com diabetes desenvolvam competências na autogestão dos cuidados, capazes de manter o melhor controlo possível», adianta João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP e presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

 

Linha de apoio da APDP: 21 381 61 61. Disponível das 8h00 às 20h00, incluindo fins de semana.

 

 

 

 

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