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Dia Mundial do Sono: problemas do sono afetam vida sexual

Um estudo da National Sleep Foundation revela que, em dois terços dos casais, pelo menos um dos membros ressona; um terço dorme em quartos separados ou usam tampões e mais de metade dos roncopatas têm noção que perturbam o sono do companheiro.

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Depressão, disfunção erétil, ansiedade, irritabilidade e sonolência diurna são apenas alguns dos problemas que o mau sono pode provocar na vida de um casal, revela a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, através da sua Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono, neste Dia Mundial do Sono, assinalado a 17 de março.

 

Estudos relacionados com distúrbios do sono revelam existir evidências que apontam para uma associação entre a apneia obstrutiva do sono (AOS) e disfunções sexuais. Dados recentes revelam que a prevalência da disfunção sexual feminina e a disfunção eréctil no homem varia entre os doentes com AOS, sendo a relação conjugal prejudicada pela falta de desejo e satisfação sexual.

 

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Um outro estudo que envolveu doentes com AOS moderada a grave demonstrou que 63% dos doentes possuíam problemas conjugais e 69% manifestavam diminuição do desejo sexual.

 

Segundo Fátima Teixeira, coordenadora da Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da SPP «os distúrbios do sono não atingem apenas o próprio, refletindo-se também na vida conjugal e familiar. São frequentes os doentes que dormem em quartos separados. A ansiedade e depressão nos parceiros, gerada por consecutivas noites sem qualidade de sono, pelo ruído causado pela roncopatia ou pelas pausas respiratórias durante a noite, acabam por desgastar as relações, conduzido muitas vezes o casal a uma situação de rutura».

 

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Inserida no Dia Mundial do Sono, que se assinala um pouco por todo o mundo, a Comissão de Trabalho de Patologia do Sono da Sociedade Portuguesa de Pneumologia lança uma campanha de sensibilização, focada no impacto que os distúrbios do sono têm na vida conjugal.

 

A suspeita de apneia obstrutiva do sono é, frequentemente, o motivo de solicitação de consulta de sono. Na grande maioria dos casos as queixas surgem do companheiro cujo sono é também incomodado pelo ronco, pelo movimento associado aos microdespertares e pela preocupação com as apneias. Assim sendo, é habitual verificar-se a alteração de hábitos como seja a alteração da posição do ressonador, o uso de tampões auditivos, a toma de medicação e em última instancia a separação de espaços. Numa análise realizada pela National Sleep Foundation, ⅔ dos casais relataram que o companheiro ressonava, um terço referia dormir em quartos separados ou usar tampões e mais de metade dos roncopatas tinham noção que perturbavam o sono do companheiro.

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