Home»FOTOS»Metade da população mundial vive em áreas com escassez de água

Metade da população mundial vive em áreas com escassez de água

A água é um bem muito preciso que deve ser preservado por todos, mas a sua deterioração está a verificar-se um pouco por todo o mundo, assim como a progressão da sua escassez. Assim conclui o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2018.

Pinterest Google+

Atualmente, estima-se que 3,6 mil milhões de pessoas (praticamente metade da população mundial) vivem em áreas que apresentam uma potencial escassez de água por pelo menos um mês por ano, e essa população poderá aumentar para algo entre 4,8 mil milhões e 5,7 mil milhões até 2050. Os dados constam do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2018, lançado no âmbito do Dia Mundial da Água, assinalado a 22 de março.

 

Desde a década de 1990, a poluição hídrica piorou em quase todos os rios da América Latina, da África e da Ásia. Estima-se que a deterioração da qualidade da água irá ampliar-se ainda mais durante as próximas décadas, o que aumentará as ameaças à saúde humana, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, clarifica o relatório.

 

VEJA TAMBÉM: PORQUE DEVEMOS SEMPRE PROTEGER OS MARES

 

Estima-se que, desde 1900, entre 64% e 71% das zonas húmidas de todo o mundo foram perdidas devido às atividades humanas. Todas essas mudanças têm gerado impactos negativos na hidrologia, desde a escala local até a escala regional e mundial.

 

«No âmbito mundial, o maior desafio no que diz respeito à qualidade da água é a carga de nutrientes a qual, dependendo da região, é frequentemente associada à carga de agentes patogénicos. Centenas de produtos químicos também causam impactos na qualidade da água. Prevê-se que o aumento de exposição a substâncias poluentes será maior em países de baixo rendimento baixa e médio-baixo, principalmente devido ao crescimento populacional e económico, e à ausência de sistemas de gestão das águas residuais», pode ler-se no relatório.

 

VEJA TAMBÉM: HORA DO PLANETA: NO DIA 24 DE MARÇO APAGUE AS LUZES ÀS 20H30

 

Além disto, também as mudanças já previstas relativas aos riscos de inundações e secas vão interferir com a disponibilidade da água no mundo. Estima-se que a quantidade de pessoas que se encontram em situação de risco de inundações aumentará do atual 1,2 mil milhões para cerca de 1,6 mil milhões, em 2050 (aproximadamente 20% da população mundial). A população atualmente afetada pela degradação e/ou pela desertificação e pelas secas é estimada em 1,8 mil milhões de pessoas, o que torna esta categoria de “desastres naturais” a mais significativa, com base na mortalidade e no impacto socioeconómico relativo ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

 

A edição de 2018 do Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento da Água (WWDR 2018) procura informar as políticas e os decisores, dentro e fora da comunidade da água, sobre o potencial das soluções baseadas na natureza (NBS) para enfrentar os desafios contemporâneos da gestão da água em todos os setores, e particularmente sobre água para agricultura, cidades sustentáveis, redução de risco de desastres e qualidade da água. As soluções NBS usam ou imitam processos naturais para melhorar a disponibilidade de água (por exemplo, retenção de humidade do solo, recarga de água subterrânea).

 

VEJA TAMBÉM: COMISSÃO EUROPEIA GARANTE ÁGUA POTÁVEL MAIS SEGURA PARA OS EUROPEUS

 

«As NBS para a água são fundamentais para alcançar a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 porque também geram benefícios sociais, económicos e ambientais, incluindo saúde humana e meios de subsistência, segurança alimentar e energética, crescimento económico sustentável, empregos decentes, reabilitação e manutenção de ecossistemas e manutenção. biodiversidade. Embora a NBS não seja uma panaceia, elas desempenharão um papel essencial na economia circular e na construção de um futuro mais equitativo para todos», escreve o relatório.

 

Veja algumas dicas de como poupar água na galeria no início do artigo.

 

 

 

Artigo anterior

Beber 8 copos de água diariamente: facto ou ficção?

Próximo artigo

Chegou a Lisboa a festa pop-up exclusiva em gola alta