Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»Dever vs. Querer: O eterno dilema

Dever vs. Querer: O eterno dilema

Não é preciso ser perfeito para inspirar outros. Inspira os outros pela forma como aceita e lida com as suas próprias imperfeições.

Pinterest Google+

Todos os dias nos esforçamos para alcançar o impossível. Eternos insatisfeitos ansiamos a perfeição e procuramos ser constantemente melhores. Vivemos numa sociedade em que tudo é para ontem, tudo é demasiado rápido, onde as exigências profissionais, sociais e familiares são diárias. Construímos a crença errada de que podemos alcançar a perfeição em todas as áreas da nossa vida, caindo na teia da autoexigência excessiva.

 

Desenvolve-se uma “voz interna”, que se dedica a avaliar, questionar e refletir sobre tudo o que fazemos. Uma voz que para atingir seu objetivo se torna muito exigente e, ao invés de nos encorajar a progredir, nos limita e tolda os movimentos. Leva-nos a definir objetivos, metas na sua maioria inalcançáveis e que nem sequer são realmente importantes para cada um de nós.

 

Estabelecer metas realistas e operacionais dá sentido à vida, confere-nos propósito. Como são as suas? Dependem exclusivamente de si, são acessíveis em função das suas características e recursos pessoais ou são uma imposição irracional, uma obrigação imposta pela sociedade ou pelas suas próprias crenças de ideal. Às perguntas, quero ou devo atingir as metas, as suas metas são escolhas ou obrigações, o que responde?

 

É fundamental fazer essa distinção, obrigação ou escolha. Controla a sua vida em função do desejável, o que esperam de si, ou em função do que realmente é revelante e importante para si. Lembre-se, vivemos uma realidade única, uma altura estratégica para repensar modos de vida e metas. Não “boicote” a sua vontade, entra numa espiral ansiosa e negativa e reforça a obsessão de não aproveitar o tempo, ativa o medo de não ser produtivo. Descarte o que não é realmente uma meta sua, faça escolhas e assuma o controlo da sua vida. Liberte-se dos sentimentos de pressão, frustração, impotência geradas pelas obrigações autoimpostas.

 

Permita-se ser, dedicar tempo a si próprio, reconhecer as suas conquistas, valorizando o processo e esforço. Seja a sua prioridade, ouvindo as suas necessidades físicas e emocionais, não tema de ser apelidado de egoísta.

 

Aceite-se assumindo as suas forças e fraquezas, permita-se dizer não, sem ativar a culpa. Liberte-se do “fardo” do dever e transforme-o no “prazer” do querer. Escolha livremente as suas metas, elimine o olhar crítico, mude o foco, pratique a flexibilidade.

 

Tenha sempre em mente o que procura e porque o faz. Mantenha um nível de autoexigência saudável, que lhe permita equilibrar momentos de bem-estar, com obrigações e responsabilidade e aceitar que errar faz parte do processo de procura em fazer bem.

 

Lembre-se a autoexigência é um meio, nunca o fim.

 

Artigo anterior

A importância da limpeza de pele

Próximo artigo

Escritório: estratégias para evitar dores na coluna