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Design de interiores: o que mais o caracteriza e a sua importância no quotidiano

O espaço em que vivemos tem uma importância imensa na nossa vida, pois é onde nos encontramos mais tempo e é aquele que podemos mais moldar à nossa maneira, de forma a sentirmo-nos confortáveis e felizes.

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Quantas vezes as pessoas não se sentem bem em casa porque sentem que o espaço não flui, que há algo que não está certo, mas não fazem ideia do que será? Aqui entra o design de interiores – aprimorar e (re)definir o espaço.

 

Quando se pensa em design de interiores muitas vezes migra-se para o termo decoração de interiores. O design não abarca apenas as questões de embelezamento e de estética de um ambiente. Tem a ver, entre outras coisas, com o balanço entre a funcionalidade e a estética. Só importa ir decorando e colocar objetos nos ambientes? Ou haverá aspetos que devemos ter em mente de modo a não ter um efeito negativo na nossa vida quotidiana?

 

Destaco os pontos mais importantes a considerar num projeto.

 

1 – LAYOUT: ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO ESPAÇO

Este é um ponto fulcral. Devemos antes de tudo começar por fazer um esboço do nosso espaço, tendo feito o levantamento dos dados, de forma a termos a completa noção do mesmo. Em seguida, fazer o estudo das nossas necessidades atuais enquanto futuros utilizadores do espaço. Aqui acontece a magia de otimizar o espaço, de estudar diferentes formas de organizar de forma funcional, mas também estética, a disposição no espaço do mobiliário – o layout de mobiliário.

 

Neste estudo é de extrema importância ter em consideração os fluxos de circulação, ou seja, o espaço livre necessário a um maior conforto no que concerne a circular pelo espaço. Existem medidas mínimas a considerar para que as pessoas não tenham que andar, por exemplo, de lado entre as cadeiras da sala de jantar e uma parede ou um móvel – da mesa de jantar à parede deve haver uma distância mínima de 80 centímetros. Não se deve, de todo, amontoar coisas e pensar que fica esteticamente agradável, desprezando o ponto de vista da funcionalidade.

 

2 – CONFORTO E ERGONOMIA

Estes são claramente dois aspetos dentro do Design de Interiores que não se podem nunca descurar. O conforto tem que ver com a temperatura, a iluminação e a acústica do espaço. Já a ergonomia também podemos relacionar com o conforto, visto se respeitarmos alturas máximas e mínimas de mobiliário estaremos, naturalmente, mais confortáveis, enquanto seus utilizadores.

 

O designer de interiores com conhecimentos de antropologia e de ergonomia, aliado ao conhecimento de engenheiros, desempenha um papel chave no assegurar destes critérios.

 

3 – FUNCIONALIDADE E ESTÉTICA

As pessoas por vezes veem numa revista algo que acham lindíssimo e por essa razão gostariam de criar algo idêntico na sua casa. No entanto, devem questionar-se: aquele espaço vai ser efetivamente utilizado e aproveitado? Será útil? Vamos mesmo utilizar? Ou é só bonito?

 

Vejamos o seguinte exemplo: uma zona de leitura ficava fantástica naquele espaço. Mas será que vou utilizar mesmo? Quero mesmo ler naquela zona ou estarei mais a ler deitado em cima da cama ou sentado em frente a uma secretária num escritório? Outro exemplo a considerar é pensar que uma estante com livros e DVD’s fica bem num quarto. Devemos colocar-nos a seguinte questão: serão livros e DVD’s que vão ser lidos e vistos? Não seria uma cadeira para se descansar mais funcional e, por isso, uma melhor solução?

 

Claro que tudo isto também vai depender da área que cada pessoa dispõe na sua casa para criar mais zonas. Ainda assim, considero que devemos ter em conta se é necessário, e não fazer por fazer. Tudo depende do estilo de vida da pessoa, ou da família, em questão.

 

A estética é sem dúvida nenhuma muitíssimo importante no resultado final de um projeto de interiores, mas a funcionalidade, na minha opinião, desempenha um papel ainda mais prioritário. Tem que ser agradável à nossa vista? Sim. Mas acima de tudo tem que servir os interesses de quem vive nela.

 

4 – O DESIGNER DE INTERIORES É MULTIFACETADO

Para além do facto de esta ser uma profissão que abarca muitas áreas de conhecimento, o profissional tem que, acima de tudo, saber ouvir e ter a sensibilidade de transportar os desejos das pessoas que vivem em determinada habitação para o resultado final da intervenção.

 

É importante dizer que isto é mais do que uma profissão, isto é uma missão para que as pessoas melhor aproveitem aquele que deve ser o lugar a que regressam todos os dias para sentirem conforto, segurança e felicidade. O design de interiores tem a ver com funcionalidade, mas as emoções desempenham um papel primordial nisto tudo. Sejam felizes!

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