Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»Desenvolver a empatia: Uma urgência social

Desenvolver a empatia: Uma urgência social

Ser empático não significa apenas compreender quando as pessoas estão tristes, vai mais além, é sentir satisfação pela felicidade e pelo sucesso dos outros. É algo que efetivamente estava a tornar-se cada vez mais raro na sociedade e que neste novo mundo tem de ser uma realidade.

Pinterest Google+

«Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele»

Carl Rogers

 

A COVID-19 chegou de maneira imprevista e, quase sem nos darmos conta, congelou as nossas vidas, as nossas rotinas e as nossas tarefas, empurrando-nos para um novo mundo.  Neste novo mundo, a empatia surge como uma urgência social. É fundamental para a criação de laços significativos entre as pessoas e para a solidificação dos relacionamentos.  A empatia preenche a vida de emoções positivas, de amor pelo próximo, de entendimento e de aceitação das dores emocionais dos outros.

 

Ser empático não significa apenas compreender quando as pessoas estão tristes, vai mais além, é sentir satisfação pela felicidade e pelo sucesso dos outros. É algo que efetivamente estava a tornar-se cada vez mais raro na sociedade e que neste novo mundo tem de ser uma realidade, ou seja, é uma urgência social.

 

Provavelmente já viveu situações em que parece que não se sente ouvido ou até mesmo que o outro é indiferente ao seu sentir.  Não é apenas o que a outra pessoa nos diz que faz com que se sinta compreendido, mas principalmente as suas expressões faciais, o seu corpo, se o compreende com seu olhar ou se olha com indiferença ou com alguma expressão contrária aquilo que está a sentir.

 

A empatia é, assim, a capacidade psicológica de um indivíduo de sentir o que outra pessoa sente, caso estivesse a viver a situação dessa pessoa. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. Ser empático é saber ouvir os outros, compreender os seus problemas e emoções.

 

Empatia não pressupõe a necessidade compulsiva de realizar desejo alheios, de ajudar e de servir. Paralelamente, também é muito diferente da simpatia, que é algo que sentimos pelo que o outro está a viver sem, entretanto, sentir o que ele está a sentir.

 

Como a maior parte das características pessoais, a empatia tem tanto de natural como de aprendizagem. Na realidade, nem todos possuímos de forma inata esta característica, no entanto, qualquer um a pode desenvolver, bastando treino.

 

No fundo, é através da empatia que se criam as pontes de comunicação entre duas pessoas. Tão importante como a forma como se comunica é a forma como se escuta.  Ser empático pressupõe ter, nem mais nem menos, a resposta, na medida certa, às necessidades do interlocutor.

 

Mas como alguém pode conseguir entender as necessidades do outro? Simples, entrando em sintonia com a sua própria dor física ou emocional, ouvir e respeitar as suas próprias necessidades e dores. A empatia começa com a capacidade de estar bem consigo mesmo, entrar em contacto com os próprios sentimentos, compreender-se e aceitar-se. Praticar a sensibilidade, não só com o outro, mas também para consigo mesmo.

 

Lembre-se, a empatia é a chave para qualquer sociedade ultrapassar e gerir uma crise, pratique-a! Vamos a isso?

 

P.S: Espreite este tema no meu novo livro, ‘Recomeçar: um guia para lidar com o mundo em mudança’, da IN edições, brevemente disponível.

Artigo anterior

Covid-19: quais os riscos para os fumadores? A DGS responde

Próximo artigo

Já ouviu falar no carvão vegetal ativado?