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Descubra se é dependente do Facebook

Porque vai ao Facebook com regularidade? Ver as notícias? Os jogos? Ver os comentários às suas publicações? Para poder conhecer pessoas novas? Se alguma destas sugestões lhe pareceu familiar, talvez esteja dependente do Facebook.

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Amber Ferris e Erin Hollenbaugh apresentaram o estudo “Abordagem dos usos e gratificações para explorar antecedentes de dependência do Facebook” na conferência da Associação Nacional de Comunicação 2015, que decorreu em Las Vegas no passado mês de novembro. O estudo concluiu que quem usa o Facebook para conhecer pessoas novas é mais dependente da rede social em geral.

 

Mas isso não é necessariamente algo inteiramente mau. Segundo Amber Ferris, uma professora assistente de comunicação na Universidade de Akron, Estados Unidos, esta dependência não é equivalente a um vício. Em vez disso, a razão pela qual as pessoas utilizam o Facebok determina o nível de dependência que se tem da rede social. A maioria das pessoas usa o Facebook para atingir os seus objetivos e/ou tarefas e isto torna as pessoas mais dependentes desta rede social.

 

Para identificar os fatores de dependência, a dupla de professores estudou 301 utilizadores do Facebook com idades compreendidas entre os 18 e os 68. Foram contabilizadas o número de publicações feitas por mês. Descobriu-se que quem entende o Facebook como uma ferramenta útil para se conhecer melhor a si próprio frequenta o site para conhecer pessoas novas e receber atenção de outras. Mas não termina aqui: as pessoas que usam o Facebook para obter uma compreensão mais profunda de si mesmos tendem a ter uma personalidade mais agradável, mas com um baixo autoestima em relação aos outros.

 

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«Eles podem publicar que foram ao ginásio. Talvez eles partilhem uma publicação expressando uma determinada posição política ou desafio pessoal que estejam a enfrentar. Contam com o feedback dos amigos do Facebook para se entenderem melhor», explicou Ferris na conferência da Associação Nacional de Comunicação de 2015.

 

Ferris explicou que alguns utilizadores observam como os outros lidam com problemas e situações e retiram ideias de como abordar os outros em situações importantes e difíceis. Outros sinais de dependência apontam para as necessidades dos utilizadores de informação ou entretenimento. Por outras palavras, o utilizador conhece determinado evento previsto para este fim-de-semana graças ao Facebook.

 

Nos seus estudos anteriores relacionados com o imaginário do Facebook, também foram descobertos traços de personalidade comuns entre tipos específicos dos utilizadores do Facebook. Por exemplo, as pessoas que usam o Facebook para estabelecer novas relações tendem a ser extrovertidas. Os extrovertidos são mais abertos a compartilhar as suas informações pessoais online, mas nem sempre são honestos com as suas revelações. De acordo com Ferris, as mensagens mais positivas vêm daqueles que tem uma autoestima mais elevada. «Isto faz sentido – quem está feliz com a vida, está mais propenso a querer partilhar essa felicidade com os outos nas redes sociais».

 

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