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Descobertas 12 criaturas de águas profundas no Oceano Atlântico

Trata-se de moluscos, musgos e corais que, segundo os pesquisadores, não foram detetados anteriormente porque muito do fundo do mar ainda está por explorar. A equipa do projeto ATLAS também disse que encontrou dezenas de espécies em áreas onde não se sabia que poderiam habitar.

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Os pesquisadores do ATLAS, um projeto que envolveu mais de 80 pesquisadores de países que fazem fronteira com o Atlântico Norte, financiado pela União Europeia, descobriu 12 novas criaturas no Oceano Atlântico, revela a Universidade de Edimburgo, Escócia, em comunicado.

 

Trata-se de moluscos, musgos e corais que, segundo os pesquisadores, não foram detetados anteriormente porque muito do fundo do mar ainda está por explorar. A equipa do projeto ATLAS também disse que encontrou dezenas de espécies em áreas onde não se sabia que poderiam habitar.

 

«O mundo todo sabe como é importante cuidar das florestas tropicais e dos outros habitats preciosos na Terra, mas poucos percebem que existem tantos, senão mais, lugares especiais no oceano. No ATLAS, estudamos os ecossistemas mais vulneráveis no Atlântico profundo e agora entendemos como eles realmente são importantes, interconectados e frágeis», comenta Murray Roberts, professor de Geociências na Universidade de Edimburgo e coordenador do projeto ATLAS.

 

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Segundo a universidade, este projeto de referência para estudar as vastas profundezas do Oceano Atlântico lançou as bases para se fazerem mais esforços para salvaguardar o oceano para as gerações futuras. A pesquisa do ATLAS levou à descoberta de mais de trinta comunidades do fundo do mar e à descrição de pelo menos 12 novas espécies, incluindo a Myonera atlasiana, que leva o nome de ATLAS.

 

O projeto também avaliou o valor económico e social do mar profundo e descobriu que há um forte apoio do público a estratégias de gestão oceânica mais sustentáveis. «Descobrimos que as pessoas do outro lado do Atlântico desejam ver ecossistemas de águas profundas saudáveis para os seus filhos e netos. O desafio para a próxima década será pegar nesse novo entendimento científico e social e usá-lo para criar melhores planos e políticas para atividades humanas verdadeiramente sustentáveis no oceano», refere o cientista.

 

A avaliação mais aprofundada dos ecossistemas de alto mar levou à descoberta de novas espécies, deu a conhecer mais sobre a biodiversidade e melhorou a compreensão dos impactos prejudiciais das mudanças climáticas. Nos últimos quatro anos, os cientistas do ATLAS participaram em 45 expedições de pesquisa, provocando uma mudança radical no conhecimento dos ecossistemas das águas profundas do Atlântico Norte.

 

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Estes ecossistemas de águas profundas estão, no entanto, sob alto risco. O ATLAS mostrou que a circulação em grande escala do Oceano Atlântico – chamada Circulação Meridional do Atlântico – desacelerou excecionalmente nos últimos 150 anos devido às mudanças climáticas.

 

As descobertas também sugerem que o aquecimento do oceano, a acidificação e a diminuição do fornecimento de alimentos podem alterar drasticamente a disponibilidade e a localização de habitats adequados para corais de água fria formadores de habitat e peixes de profundidade comercialmente importantes até 2100.

 

 

 

 

 

 

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