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Desabafos de uma mãe cansada

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Todos os dias me questiono que máxima é essa, por que lutam as mulheres, ao imporem às suas semelhantes a sua maternidade como se a mais perfeita fosse. Eu cá acho que fórmulas mágicas não existem e sinceramente cada mulher mãe fará tudo aquilo que tem ao seu alcance e sabedoria para ser a melhor mãe que conseguir, e, acreditem, maior amor que o dela não existe. Ainda tenho a minha e sei bem do que falo, desde que há quatro anos passei a executar o mais difícil dos papéis

 

Quando vi este vídeo pela primeira vez senti que existia ali uma verdadeira janela de oportunidade, de dizer educadamente que as opiniões dos outros, em relação aos nossos procedimentos com os nossos filhos, são equivalentes à utilidade de um toalhete na sua génese, quando o usamos para mudar as fraldas aos nossos mais que tudo. Confiar nos instintos e mandar terceiros “à fava” parece-me, cada vez mais, o melhor caminho a seguir.

 

Outra questão que me assola, sobretudo quando lido com uma pequena tirana de quatro anos todas as manhãs, é que tipo de putos estamos nós a criar? Afinal, são os pais que devem dar – em todos os sentidos da palavra – e os filhos receber, ou estamos a chegar a um ponto em que são eles que impõem aos pais a sua existência da forma que querem? Tornando os pais escravos das suas vontades?

 

Digo isto com grande indignação, de quem se bate diariamente com o desafio de ser mãe da menina que mais amo ao cimo da Terra, mas que consegue levar-me, nos momentos em que não desligo o chip, à verdadeira insanidade.

 

Num dia destes, depois de uma luta titânica matinal com a minha filha, para conseguir que ela se vestisse e tomasse o pequeno-almoço, deparei-me, no percurso de 20 metros que nos separava do carro – para onde nos dirigíamos a passos largos, com ordens de general, quatro pés em alta velocidade, dois deles a mal tocar no chão – com olhares de condenação que me espetavam farpas virtuais. E porquê? Por que estava em voz alta a repreender a minha filha.

 

Da forma como fui olhada, senti-me, por momentos, toda vestida de negro, de barrete na cabeça, apenas com dois buracos nos olhos, qual algoz prestes a levar um inocente para o cadafalso. E, sem perguntar nada a ninguém, ouvi uma personagem questionar-me acerca da minha eventual capacidade de ser mãe. E porquê? Porque repreendi a minha filha em praça pública.

Não posso aqui repetir aquilo que respondi à senhora no momento, mas desejei-lhe uma boa viagem de ida, e dispensei a sua opinião com a rapidez com que uso os toalhetes, emocionais, claro está.

 

Meus senhores, aqui por casa o açoite é o último dos redutos, mas existe. Contudo, concluo que a coação psicológica e o castigo material, vulgo privação daquilo que a criança gosta, funcionam bem melhor do que qualquer tipo de castigo físico. Porém, convido, desde já, a comissão de proteção de menores das pracetas circundantes a viverem diariamente a luta com pequenos tiranos que parecem engolir elásticos todas as noites.

 

Já agora, para quem ainda não viu, aqui fica outro vídeo. Parece que lhe chamam a mais difícil profissão do mundo.

 

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