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Dermatite atópica afeta 20% das crianças em alguma fase da sua vida

A dermatite atópica é uma alergia cutânea que afeta sobretudo a população infantil, sendo normalmente detetada nos primeiros cinco anos de vida. Saiba do que se trata e como pode controlar a doença, na altura em que foi criada a Associação Dermatite Atópica Portugal.

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A dermatite atópica é uma doença que pode afetar todas as idades, mas o início da doença é mais frequente no grupo etário abaixo dos 5 anos de idade, afetando cerca de 20% das crianças em alguma fase da sua vida. Quando persiste no adulto (em cerca de 30% dos casos), tende a ser mais grave. Estima-se que a prevalência da dermatite atópica na população em geral seja de 2-5%. Dados revelados pela agora criada Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP).

 

Na altura em que se assinala também o primeiro Dia Internacional da Dermatite Atópica, 14 de setembro 2018, a ADERMAP revela-se empenhada em em apoiar e defender os interesses, necessidades e direitos das pessoas com dermatite atópica. «Acreditamos que este é um marco importante por ser a primeira vez que pessoas da comunidade de dermatite atópica se organizam para dar voz a esta doença que afeta de forma significativa a saúde e a qualidade de vida e tem um encargo socioeconómico importante para os doentes», assinala Joana Camilo, presidente da ADERMAP.

 

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A recém-criada associação propõe-se a promover um aumento da visibilidade e do reconhecimento público da dermatite atópica, como doença crónica inflamatória da pele, a nível nacional e internacional, nomeadamente junto das autoridades competentes. «É necessário promover a educação sobre a dermatite atópica e sensibilizar para o impacto que esta tem na qualidade de vida e nas atividades do dia-a-dia, a nível pessoal, profissional social, económico e familiar. Só através da partilha de conhecimento e do estabelecimento de colaborações que, em grupo, podemos ajudar na resposta às necessidades que esta doença envolve, com aumento dos outcomes de saúde, nomeadamente no que respeita a qualidade de vida das pessoas afetadas por esta doença, e pelas suas comorbilidades», justifica Joana Camilo.

 

Promover o diagnóstico precoce, referenciação, registo, tratamento, controlo e prevenção multidisciplinares desta doença, bem como, motivar a investigação, a introdução e o acesso a novas opções terapêuticas e a condições necessárias para promover o controlo e a qualidade de vida, em particular para pessoas com meios e acesso mais limitados, são outros dos fins a que a ADERMAP se inculca. Para mais informação sobre a ADERMAP pode consultar o site e a página de Facebook da associação.

 

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A dermatite atópica (ou eczema atópico) é uma doença inflamatória crónica da pele comum, associada à atopia, não contagiosa, imunomediada e determinada pela interação entre a genética e fatores ambientais. É geralmente caracterizada por uma pele muito seca, descamativa e inflamada (vermelha) e um intenso prurido, sendo que as manifestações clínicas variam consoante a idade.

 

 

A incidência da dermatite atópica tem vindo a aumentar ao longo dos últimos 40 anos, e, a sua progressão «está frequentemente associada a outras condições alérgicas, tais como alergias alimentares, febre do feno e asma em indivíduos com hipersensibilidade alérgica ou atópica», explica a investigadora Elham Hossny, do Hospital Universitário Pedriátrico Ain Shams, Egipto, em comunicado da Organização Mundial de Alergias.

 

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Segundo informação divulgada pela Organização Mundial de Alergias, é «fulcral obter um diagnóstico preciso e receber o tratamento adequado de um especialista (um alergologista ou dermatologista). Na maior parte da população, os sinais da doença são visíveis logo nos primeiros meses ou anos de vida, sendo uma intervenção precoce uma preciosa ajuda na prevenção ou propagação do seu desenvolvimento».

 

Sendo «a dermatite atópica um grande problema de saúde pública, devido ao seu impacto na qualidade de vida e à sobrecarga socioeconómica» que esta acarreta, o presidente da Organização Mundial de Alergias, Ignacio Ansotegui, explica que é importante fornecer informação sobre esta alergia cutânea, tanto ao público, como aos profissionais, para que se possa prestar o melhor atendimento possível aos doentes. Na galeria acima poderá perceber como controlar esta doenças através de oito simples passos, segundo a rede de hospitais CUF.

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