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Dermatite atópica: 10 a 20% das crianças sofrem desta doença

Na Semanal Mundial da Alergia, debate-se a dermatite atópica, uma alergia cutânea que afeta sobretudo a população infantil, sendo normalmente detetada nos primeiros cinco anos de vida. Saiba do que se trata e como pode controlar a doença.

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A Organização Mundial de Alergias (WAO, sigla inglesa para World Allergy Organization) promove anualmente a Semana Mundial das Alergias, abordando, de ano para ano, um tema diferente. Em 2018, a semana, que decorre entre 22 e 28 de abril, é dedicada à dermatite atópica, uma alergia que afeta muitas pessoas, sobretudo 10 a 20%. das crianças.

 

Esta doença cutânea, também conhecida como eczema atópico, é uma das doenças inflamatórias da pele mais comuns. Caracterizada por eczemas (manchas de aspeto avermelhado e com pequenas bolhas) e prurido (ardor ou comichão), fique a saber que se coçar poderá causar escoriações na pele (feridas) e até lesões descamativas.

 

A incidência da dermatite atópica tem vindo a aumentar ao longo dos últimos 40 anos, e, de acordo com alguns estudos a que a rede de hospitais CUF teve acesso, estima-se que afete atualmente entre 10% a 20% da população infantil. A progressão destas doenças «está frequentemente associada a outras condições alérgicas, tais como alergias alimentares, febre do feno e asma em indivíduos com hipersensibilidade alérgica ou atópica», explica a investigadora Elham Hossny, do Hospital Universitário Pedriátrico Ain Shams, Egipto, em comunicado da WAO.

 

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O médico do Hospital Nacional de Sagamihara, no Japão, Motohiro Ebisawa, declara que é «fulcral obter um diagnóstico preciso e receber o tratamento adequado de um especialista (um alergologista ou dermatologista). Na maior parte da população, os sinais da doença são visíveis logo nos primeiros meses ou anos de vida, sendo uma intervenção precoce uma preciosa ajuda na prevenção ou propagação do seu desenvolvimento».

 

De acordo a WAO e a CUF, a dermatite atópica afeta as crianças nos primeiros cinco anos, 60% das quais começam a manifestar os sintomas logo no primeiro ano de vida. Segundo a rede CUF, apesar de ter «um início precoce, a doença tem um prognóstico bastante favorável na maioria dos casos, sendo que aproximadamente 60% das crianças apresentam diminuição ou desaparecimento total dos sintomas ainda antes da puberdade».

 

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Sendo «a dermatite atópica um grande problema de saúde pública, devido ao seu impacto na qualidade de vida e à sobrecarga socioeconómica» que esta acarreta, o presidente da Organização Mundial de Alergias, Ignacio Ansotegui, explica que é importante fornecer informação sobre esta alergia cutânea, tanto ao público, como aos profissionais, para que se possa prestar o melhor atendimento possível aos doentes.

 

O evento deste ano vai reunir vários especialistas, no qual o debate do seminário de dia 25 de abril será dedicado ao diagnóstico, às opções de tratamento (incluindo as novas terapias), à associação desta com as alergias alimentares e à importância de cuidar da pele. Também os parceiros irão proporcionar momentos de educação ao paciente, através da partilha de conhecimentos em workshops, entre outras atividades a que poderá ter acesso na página oficial da Organização. Na galeria acima poderá perceber como controlar esta doenças através de oito simples passos.

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