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Depois da selfie, conheça a relfie

É a selfie das relações, que invade perfis de redes sociais e pode irritar os seus amigos

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O termo relfie foi apresentado por Benjamin Le, professor de Psicologia na Universidade de Harverford e contribuidor do site académico ScienceOfRelationships.com, especializado em ciência das relações, da seguinte forma: “Uma relfie é uma selfie de relações ou quando tiramos uma selfie que inclui o parceiro romântico ou outra pessoa com quem temos uma relação próxima (como o pai ou um filho). As relfies são aquelas fotografias que as pessoas tiram quando viram as câmaras para si para mostrar a sua relação, que depois é publicada nas redes sociais.”

Num artigo para o site ScienceOfRelationships.com, Le propôs-se a perceber se a publicação repetida de relfies poderá ser um sinal positivo ou negativo em relação ao estado das relações, assim como qual a reação dos amigos à publicação de uma relfie.

Num primeiro estudo que envolveu mais de 200 participantes que estão numa relação romântica, estes preencheram um questionário sobre o estado da relação e facilitaram o acesso às sua páginas pessoais de Facebook. Os investigadores concluíram que os participantes que publicam relfies e que assumiram o status ‘numa relação’ têm um relacionamento mais feliz.

Num segundo estudo, os investigadores criaram vários perfis de Facebook falsos com vários níveis de partilha de privacidade. Isto é, nalguns perfis as atualizações diziam coisas como: “Vou ter agora com a Jordan. Amo-te tanto que não aguento!” (como exemplo de um casal que partilha profundamente os seus estados de espírito) ou “Adoro a minha namorada!” (alguma partilha mas não tão íntima). Estes perfis foram depois analisados por 100 indivíduos, que deveriam analisar se aquelas pessoas estariam realmente apaixonadas e se, apenas através do perfil de Facebook, criaram empatia com elas ou não.

Os investigadores concluíram destas respostas que as pessoas reagem bem a alguma declaração pública de amor, até com fotos, mas quando a partilha de privacidade é superior ao normal, os inquiridos reagiram de forma negativa, não nutrindo simpatia por esses casais. O professor Le conclui dizendo que: “Existem vários perigos em partilhar demasiado. Se as pessoas vão demasiado longe, a sua felicidade pode irritar os amigos. É bom estar perdidamente apaixonado mas o ideal é guardar esse sentimento para si ou para partilhar com os amigos chegados num jantar.”

Por Joana de Sousa Costa
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