Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»Dependência de afeto: uma síndrome que atinge milhares de pessoas

Dependência de afeto: uma síndrome que atinge milhares de pessoas

Depois de um bom tempo juntos, nós acostumamo-nos. Acostumamo-nos a acordar e presentear o companheiro com um beijo de bom dia, mesmo que ainda esteja sonolento.

Pinterest Google+

Acostumamo-nos a andar pela casa e tropeçar no sapato largado pelo corredor, ou a sentar na toalha molhada deixada em cima da cama. Acostumamo-nos a ver beleza no feio. Eu particularmente adoro vê-lo de cuecas e apenas com uma blusa por cima circulando pela casa. Essa seria a melhor imagem do que se propõem a ser a relação: uma comunhão de intimidades.

 

Descobri recentemente que prefiro os problemas de casada aos problemas de solteira. É claro que em cada fase há coisas diferentes. É um desafio lidar com o temperamento e os valores do outro. Afinal, são duas pessoas com histórias de vida completamente distintas dividindo o mesmo espaço. Não. Não é como andar de bicicleta, você cai, levanta e segue. Viver junto é navegar na correnteza. É subir o rio rindo e ter de se adaptar ao curso dele. E quando esse curso o afasta, mesmo por um tempo, do seu par?

 

A distância é algo assustador. Diz muito sobre posse, sobre perda, sobre a nossa própria fragilidade. De repente, você não escuta mais o barulho da porta, nem o som alto daquela série mexicana insuportável, mas que agora faz todo o sentido. De repente, você se vê sozinha de novo. Já não tem mais aquele pijama a circular pela casa,  nem esbarra nas coisas espalhadas pelo corredor. Sobram as fotos como símbolo de consolo para matar a saudade. A distância, mesmo que por um momento, reflete o quanto somos dependentes de afeto. Creio que todos nós já sofremos um pouco dessa síndrome.

 

Desta forma, a personalidade dependente tem como característica o comportamento de prestar cuidados ao parceiro de maneira repetitiva e desprovida de controlo. Logo, como consequência, surge de uma necessidade difusa e excessiva de ser cuidado, leva às atitudes de submissão, apego e a temores de separação.

 

A única forma de se libertar dessa dependência afetiva é melhorar a auto-estima. Penso que dessa forma, amando-se mais, você pode conseguir  manter uma relação afetiva sem depender do outro. Quando se ama é natural querer a pessoa sempre por perto, afinal o amor é uma maravilhosa troca. O que deixa de ser normal é quando essa pessoa começa a viver em função de si.

 

Estar presente na vida de alguém não significa ficar colado como adesivo, mas fazer a sua presença ser notada mesmo à distância. E não se esqueça: você deve amar-se antes de mais nada: se o relacionamento ficar insustentável, termine! Não seja escravo de ninguém. No meu canal do youtube gravei um vídeo sobre esse tema – pode ver aqui.

 

Agora, estarei aqui toda a cada 15 dias trazendo temas sobre comportamento, amor, relacionamento e sexo. Se tiver alguma sugestão é só escrever-me e seguir as minhas redes sociais.

Beijinhos!

Artigo anterior

Os 10 mandamentos para umas pernas perfeitas

Próximo artigo

Porto celebra a joalheria portuguesa