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DECO testou e comprovou qualidade de legumes biológicos em Portugal

Os consumidores de vegetais biológicos podem ficar descansados, pelo menos no que diz respeito à alface, à couve-coração e ao espinafre, os três vegetais testados pela Associação de Defesa do Consumidor para verificar a sua autenticidade biológica.

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A Associação de Defesa do Consumidor (DECO) testou a presença de pesticidas em 35 legumes comercializados como biológicos em 14 supermercados e mercearias de Lisboa e numa loja online, e comprovou a sua qualidade.

 

Todas as amostras do estudo – alface, couve-coração e espinafre – foram submetidas, em laboratório, à pesquisa de 310 princípios ativos e do herbicida glifosato. Nos legumes de produção biológica, a sua presença é proibida. A amostra incluiu couve-coração comprada em 12 lojas, alface em 13, e espinafre em dez. A grande maioria (28) provinha de Portugal e da Holanda. «Escolhemos legumes de folha larga pelo facto de esta característica propiciar maior acumulação de pesticidas», explica a DECO.

 

Vídeo: Já conhece os mercados biológicos?

Segundo a associação, apenas uma couve- coração continha dimetoato e ometoato, pesticidas não aceites neste tipo de agricultura. «Detetámos também deltametrina, também proibido, que estava, no entanto, abaixo dos limites de quantificação. Após receber os resultados, o distribuidor cessou o contrato com o fornecedor. É possível que se trate de um caso esporádico (aparentemente devido à tentativa de salvar a produção de couves num período de seca anormal), mas os responsáveis da loja consideraram a situação “inadmissível”. Até à próxima certificação, o fornecimento foi cancelado. Atitudes destas são de louvar, pois revelam que o comerciante respeita o bem-estar do consumidor e tenta fazer prevalecer os princípios que orientam o modo de produção biológico.», adianta a DECO sobre este caso específico.

 

A origem dos resíduos de pesticidas deve ser investigada cautelosamente. Por um lado, o risco de contaminação cruzada nas fases de produção biológica é elevado: no campo, durante o processamento, através do material de embalagem, no transporte e na prateleira do supermercado. «No entanto, a lei prevê medidas para evitar contaminações acidentais, nomeadamente um período de conversão ou purificação do solo entre dois e três anos. Mais: na loja, os produtos de origem biológica não podem estar misturados com os restantes. Por outro lado, a presença de resíduos de pesticidas em culturas biológicas pode indicar a utilização não permitida de fitofármacos. Os resultados devem ser avaliados e investigados pelos organismos independentes de controlo e, claro, pelas autoridades competentes», explica a DECO.

 

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Para que os produtos possam receber o logótipo de produto biológico, é necessário que este tenha passado por um processo produtivo que respeite um regulamento da União Europeia. O rótulo visa ganhar a confiança dos consumidores dos Estados-membros da UE na autenticidade dos produtos da agricultura biológica. Os operadores são sujeitos a uma fiscalização, pelo menos, uma vez por ano. Veja abaixo a tabela da DECO.

 

Pesticidas em legumes de produção biológica (Fonte: DECO)

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