Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»DECO quer gravação de alerta antes das chamadas pagas de apoio ao cliente

DECO quer gravação de alerta antes das chamadas pagas de apoio ao cliente

A Associação de Defesa do Consumidor pressiona a Autoridade Nacional de Comunicações para agir na resolução de uma situação transversal a muitas empresas. Os clientes ligam a pedir ajuda, muitas vezes sem saberem que terão de pagar a chamada.

Pinterest Google+
PUB

A Associação de Defesa do Consumidor (DECO) enviou uma carta à Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) a exigir o reforço da informação sobre os custos das chamadas de apoio ao cliente e defendendo uma gravação no início de cada chamada para os números começados por 707 ou 708, que comunique ao consumidor, de forma inequívoca, o seu custo.

 

Não basta a inclusão da informação nas condições gerais dos contratos, revela a DECO numa comunicação divulgada hoje. Uma vez informado, quem marcou o número pode desligar o telefone, se não estiver disposto a pagar por uma chamada que serve para tirar dúvidas e elaborar algum tipo de reclamação sobre o serviço para o qual está a ligar.

 

«As empresas deveriam disponibilizar um número de rede fixa começado por 2, o que atualmente, para a maioria dos consumidores, representaria uma chamada gratuita, pois os pacotes de TV, voz e Net incluem quase sempre conversações grátis para números começados por 2», defende Ingride Pereira, jurista da DECO.

 

Veja também: Como organizar o trabalho e a família

 

Muitos consumidores não sabem que estão a pagar quando telefonam, por exemplo, para resolver um problema. A situação é transversal a muitas empresas e verifica-se até em organismos do Estado. Brisa, Ascendi, TAP e CP são alguns exemplos de empresas com números de custo acrescido para os clientes, revela a associação. Os valores variam entre 10 cêntimos por minuto, se o consumidor ligar da rede fixa, e 25 cêntimos, se o fizer da rede móvel. E a isto acrescem 23% de IVA.

 

«Os números de empresas e instituições começados por 707 ou 708 são demasiado frequentes. Deveriam ser substituídos por números gratuitos, para evitar que o consumidor pague o pedido de ajuda, além do próprio serviço que já contratou. Os números iniciados por 808 também abundam e têm o custo de uma chamada local. As denúncias revelam que as esperas são, por vezes, longas, sendo necessários contactos sucessivos até que a situação se resolva», conclui a DECO.

 

Artigo anterior

Sementes germinadas… um bem desconhecido!

Próximo artigo

Em forma com as nossas crianças