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De qual máscara gosta mais?

É Carnaval! Época de folia, de pregar partidas, de vestir “outra pele”, de fazer de conta que se é uma outra personagem. Época de fazer coisas que não se fazem no resto do ano! Propícia a fazer outra escolha. O que acha de escolher uma máscara que lhe serve bem todo o ano?

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Depois de ter falado aqui de três diferentes formas de estar numa relação e da importância de se sentir suficiente aqui, hoje escrevo-lhe sobre máscaras que todos usamos e como estar bem com qualquer uma delas!

 

Todos temos máscaras que colocamos quando achamos melhor, acredito. Mesmo que não tenhamos consciência disso ou que não gostemos da experiência. Seja no momento ou mais tarde. Por vezes, pode parecer que estamos a desempenhar um papel num espetáculo e podemos não gostar de nenhum destes! Outras vezes, adoramos a máscara que apresentamos aos outros!

 

Algumas pessoas adoram o Carnaval e de se mascararem, outras detestam. Curiosamente, pelo que observo, quase todas as pessoas usam e mudam diariamente as máscaras que criaram. Seja por vontade própria, por natural evolução ou necessidade de adaptação, de coping; ou, por lhe terem dito que é assim que devia se comportar.

 

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No Carnaval, umas pessoas escolhem máscaras “da moda”; outras escolhem a mesma máscara de sempre (por vezes a mesma que usam todos os dias!); outras escolhem aquela que agrada a alguém especial; outras escolhem máscaras diferentes, únicas, que as destacam das demais. Curiosamente, na vida, observo que também assim acontece. Enquanto que no Carnaval a escolha poderá ser mais consciente; nos outros dias do ano talvez não seja tanto assim. Afinal, sinceramente, quem e quando escolheu conscientemente deixar de brincar e se divertir? Ou deixar de pintar. Ou deixar de meter conversa com estranhos no jardim municipal, na loja, no caminho para casa. Ou deixar de sugerir melhorias no trabalho. Ou passar a fazer o que não quer porque “é suposto ser assim”. Ou deixar de partilhar o que sente no momento.

 

No Carnaval, “ninguém leva a mal” (fico curioso sobre quem terá inventado esta!). Na vida, por vezes alguém leva a mal, pois pode não gostar da máscara que vê, a partir da interpretação que faz. Essa pessoa pode ficar chateada com a sua atuação, de uma das muitas máscaras que pode colocar, num dos muitos papéis que escolhe desempenhar. Um exemplo de papel é o de estudante, exemplos de máscara podem ser “despreocupada” ou “estudiosa”. Outro exemplo de papel é o de mãe, em que máscaras podem ser “mãe galinha” ou “mãe forte e independente que necessita de ninguém”. Outro exemplo de papel é o de colega de trabalho. Máscaras neste podem ser a “certinha”, que faz de acordo com as regras e cumpre, ou a “conciliadora”, que se esforça até à exaustão para que os outros estejam bem – esquecendo-se normalmente dela própria.

 

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Então mas qual a máscara certa? O que fazer com cada máscara? Bem… o que quiser. O que é que quer? Não sei como é consigo… mas imagino que deseja o que, acredito, todo o ser humano quer a um nível profundo: estar bem. Na minha experiência, e das pessoas que ajudo, por vezes, pode ser importante estar consciente sobre quais máscaras usa e quando. Muitas vezes, o mais importante é estar bem com cada máscara que usa em diferentes momentos. Estar bem quando está mais social e extrovertida. Estar bem quando entra no modo “eremita” e lhe apetece estar sozinha. Estar bem quando o que lhe apetece é folia e alegria! Estar bem com o estar mais assertiva e diretiva nas interações. Estar bem com o estar mais atinada umas vezes e mais rebelde noutras alturas! Estar bem como está… agora.

 

Para estar bem com uma máscara, acredito que o mais importante é evitar julgar-se, evitar julgar o que faz. Ou então… apenas deixar de se ver como alguém que usa máscaras e passar a ver-se como é: inteira. Única. Capaz e com direito a se sentir, se comportar e se expressar de diferentes formas!

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