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Dates e encontros virtuais

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Estive em dois, por não mais de dois meses (conheço gente que anda nisto há muito mais tempo, e gabo a paciência) e qual o balanço? Mais negativo que positivo, se bem que já me ri mais com algumas fotografias de alguns “fulanos” do que com sketches do Herman (nos seus tempos áureos) e com os Gato Fedorento (já sem falar dos Monty Pyton).

 

Dou assim seguimento à crónica da semana passada, falando desta feita dos perfis – recorrentes – tipo que passo aqui a relatar: desde o momento em que vi a fotografia até ao suposto convite para “café”, ou então não:

 

  1. Gajo de tronco nu, eu sou bom “comómilho” e venho aqui ver se enalteço o meu ego com elogios de gajas (serem giras ou camafeus tanto faz, desde que elogiem). Abordagem comum: “o que andas aqui à procura?”, “olá podemos encontrar-nos?” (dois nano segundos depois de começarmos a falar), “és muita gira” e repete novamente “podemos ir beber café?”.

 

  1. Gajo simpático com o qual consegues ter uma conversa fixe, até ao segundo diálogo. Tem uma foto de betinho, com bom ar. Passados 30 minutos de conversa envia-te uma foto com uma rosa vermelha a dizer “uma flor para outra flor”, logo seguida de uma outra foto completamente nu, de instrumento em riste e pergunta se queres ir lá ter. Já disse tudo, é o equivalente ao gajo que nos filmes anda de gabardina e chapéu e de repente mostra a arma de arremesso.

 

  1. Gajo que engana na idade e que, mesmo assim, se despe e faz poses à José Cid no sofá, sendo que, o Zé pelo menos canta bem e ainda nos divertimos, e muito, num concerto. Bem estes, na verdade, também nos divertem, porque o mínimo que conseguimos é dar uma gargalhada e chamar as amigas para ver também.

 

  1. Gajo que engana na idade e acha que as mulheres gostam dos seus engates à “caixodré”, piropos à Zé do Andaime e graçolas que nem se estivesse com a maior bebedeira deste mundo, me ia rir. É mesmo muito feio, não tem noção do ridículo e tem o peito parecido com uma carpete de pelo de urso.

 

  1. Gajo que só põe fotos ou ao longe ou ao perto, mas desfocadas, ou então bem digitalizadas, mas de 1987. Logo “what you see it’s not definately what you’ll get”.
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