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Dá para arranjar um ‘espaço’ para os solteiros?

A Sónia e o Filipe são solteiros em terra de casais. Será que eles podem optar por não ter uma relação? A herança histórica exige a conjugalidade? Não sabemos, ainda, mas vamos tentar descobrir.

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“Mais vale só do que mal acompanhado”. Uma expressão clássica que atravessou gerações. Então e se for: Posso estar só e bem acompanhado? A resposta é do foro pessoal e, naturalmente, advém das escolhas de cada ser humano e há que respeitá-las.

 

De acordo com o ‘Censos 2011’, em cada 100 portugueses, 40 estão solteiros, 47 são casados, 7 são viúvos e 6 são divorciados. Será que hoje, ao fim de 40 anos de liberdade, é-lhes socialmente permitido não ter uma relação? As alegadas amarras de um país que vive de tradições ainda se refletem numa pressão que conduz até ao casamento.

 

Às vezes, em festas com amigos, Filipe Gonçalves olha à sua volta e faz contas. Dez amigos, alguns com filhos, quase todos casados ou, pelo menos, vivem em união de facto, já numa «fase de pensarem no que vão fazer na vida». «E depois estou eu, solteiro».

 

Por outro lado Sónia Amado, 37 anos, divorciada, acha curioso o facto de estar solteira, aos olhos da sociedade, ser sinónimo de «disponível», mas defende que a «disponibilidade depende da predisposição de cada um para as coisas, estar solteiro é uma condição como outra qualquer, as razões que levam as pessoas a estarem solteiras são inúmeras», explicou a professora.

 

Com 26 anos, Filipe, jogador profissional de futebol, tem um objetivo: construir uma carreira para ter sustento no futuro. Está solteiro por opção, no sentido em que não quer estar com alguém «só por estar». Sente-se uma pessoa com «liberdade de fazer as suas escolhas» e de não ser pressionado a pensar numa relação: «Não surge, não acontece, não há problema».

 

A Sónia sempre teve liberdade para fazer as suas escolhas. Da família nunca sentiu qualquer pressão para «viver de forma tradicional». Os pais sempre foram muito ‘mente aberta’ fosse em relação aos estudos, à escolha da profissão ou na opção de casar.

 

As relações no século XXI

O panorama social do séc. XXI mudou. Hoje já não existe a “obrigatoriedade” de se viver em casal. Existe um paradigma social, é verdade, mas de uma maneira geral as pessoas são livres de tomarem as suas decisões.

 

Para Filipe Gonçalves, as gerações mais jovens têm particularidades «muito claras» e que contribuem para que os paradigmas sociais evoluam e se adaptem, nomeadamente, a crescente instabilidade laboral e económica ou esta nova vaga de emigração.

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