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Cumprimentos à volta do mundo: do encosto no nariz aos vários beijos

Por todo o globo há diferentes formas de mostrar respeito e saudar os visitantes. No Tibete mostre a língua, na Gronelândia encoste o nariz e na Holanda não esqueça os três beijos. No Dia Mundial da Saudação, assinalado a 21 de novembro, saiba como cumprimentar em todo o planeta.

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Argentina: Os sul-americanos são, no geral, mais descontraídos e íntimos mesmo com desconhecidos. Um abraço é o cumprimento mais comum, sendo que quanto melhor conhece a pessoa, mais íntimo será este gesto. Caso contrário, dê apenas um abraço rápido e um beijo no lado direito do rosto.

 

Cambodja: Na cultura khmer, o sampeah é o cumprimento respeitoso, baseado no namasté da cultura indiana. As mãos juntam-se, como em oração, e faz-se uma ligeira vénia. O sampeah pode ser usado para dizer olá, obrigado ou desculpe. Quanto mais altas estiverem as mãos e mais baixa for a vénia, maior o sinal de respeito. Quanto mais velha for a outra pessoa, mais respeito deve ser mostrado. O mesmo gesto é usado para rezar no budismo, acompanhado de três vénias até ao chão.

 

China e Estados Unidos: Os dois países, apesar de estarem em lados diferentes do mundo, regem-se pela formalidade no que toca aos cumprimentos. Os americanos preferem um aperto de mão aos beijinhos e, aos chineses, nem lhes passa pela cabeça essa ideia. Na China, se quer mostrar respeito, acompanhe o aperto de mão com uma pequena vénia com a cabeça.

 

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Europa: Pela Europa, o cumprimento mais comum é a troca de beijos no rosto. Na Alemanha geralmente dá-se apenas um beijo no lado esquerdo do rosto. Em Itália, Espanha, Portugal e na maior parte da Europa cumprimenta-se com dois beijos. Já na Holanda, o normal é cumprimentar as pessoas que conhece com três beijos, começando com o lado direito do rosto. Também em França há este costume, sendo que em alguma zonas do norte do país pode chegar-se aos cinco beijos.

 

Filipinas: Como sinal de respeito, os jovens filipinos devem cumprimentar os mais velhos segurando a sua mão direita, curvando-se suavemente para a frente e encostando os dedos do idoso na testa. Nesse momento, pronunciam a  expressão ‘mano po’.

 

Gronelândia: O kunik foi criado pelos esquimós e é aquilo a que os acidentais chamam de ‘beijo à esquimó’. Esta forma de expressar afeto é comum entre membros da família e implica pressionar o nariz e lábio superior contra a bochecha ou testa, respirando de forma a sugar a pele. O cumprimento foi criado desta forma por esta zona do rosto ser a única parte visível quando está muito frio. Há cumprimentos idênticos em várias outra partes do mundo, nomeadamente em países como Qatar ou Arábia Saudita, onde os homens se cumprimentam tocando os narizes.

 

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Índia: A famosa expressão ‘namaste’ é o nome do cumprimento comum entre hindus e habitantes de outros países do sudoeste asiático, feito à chegada e partida de alguém. Na posição da imagem, com as mãos juntas e dedos para o ar, com os polegares junto ao peito, faz-se uma ligeira vénia e pronuncia-se a palavra namaste. Este gesto chama-se Pranamasana em hindu e significa ‘eu faço uma vénia perante o divino que há em ti’.

 

Mongólia: Num cumprimento mais formal, os habitantes da Mongólia sobem as mangas. Depois, a pessoa mais nova deve segurar os braços da mais velha abaixo do cotovelo, havendo depois uma troca de palavras. Por vezes, antes disto, há a oferta de um lenço para boa sorte, chamado de khatag. Este deve ser dobrado a toda a largura e segurado pelas pontas, com os braços abertos, enquanto os dois se cumprimentam. Depois o lenço é oferecido em sinal de respeito.

 

Nova Zelândia: Na cultura Maori, o cumprimento mais tradicional é chamado de hongi e é muitas vezes acompanhado de um aperto de mão. Consiste em pressionar o nariz e a testa, ao mesmo tempo, contra o nariz e testa da outra pessoa. O há é chamado de ‘respiração da vida’ e, ao ser trocado durante o hongi, serve para ligar as duas almas. Depois deste cumprimento, o visitante passa de manuhiri (visita) para tangata whenua (local).

 

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Tailândia: Semelhante ao sampeah do Cambodja, o wai tailandês é inspirado no gesto namasté. As mãos juntas e uma pequena vénia, sempre feitos à saída e entrada de uma casa, ou para dizer olá e adeus. O gesto é acompanhado da expressão ‘sawatdi, kha’, quando é uma mulher a falar ou ‘sawatdi, khrap’, quando é um homem. Não retornar o cumprimento na Tailândia é sinal de grande desrespeito.

 

Tibete: No Tibete, mostrar a língua é sinal de respeito e mesmo os monges o fazem. A tradição teve início no século nove, quando o cruel rei Lang Darma, conhecido por ter a língua preta, governou. Depois da sua morte, e por acreditarem que o rei iria reencarnar, os tibetanos passaram a colocar a língua de fora no momento de cumprimentar alguém para provarem que não eram a reencarnação do rei. Também é comum colocarem as palmas das mãos para baixo, em frente ao peito.

 

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