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Cultivo de milho e soja geneticamente modificados e o uso de pesticidas

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Recentemente, foi publicado um estudo de Edward D. Perry, que analisou nos EUA, no período de 1998 a 2011, o papel das culturas geneticamente modificadas como o milho e a soja e a utilização de pesticidas. Este estudo adquire especial importância pela dimensão da amostra, pois em cerca de 13 anos analisou-se os dados de 5000 produtores de soja e 5000 produtores de milho que utilizam sementes geneticamente modificadas e verificou-se o modo como se adaptaram ao longo dos anos.

 

O estudo concluiu que nas plantações de milho transgénico há um consumo de inseticida e herbicida um pouco inferior que nas plantações convencionais, nas plantações de soja há um aumento da utilização de herbicida, concluiu também que com o passar dos anos, sobretudo nos últimos cinco anos, a quantidade de herbicida utilizado pelos agricultores teve forçosamente de aumentar devido à resistência que as plantas invasoras foram criando aos herbicidas, como o glifosato.

 

Quanto aos insetos não se verificou o aumento da resistência porque foram criados refúgios seguros para os mesmos e, deste modo, não houve a necessidade de desenvolverem resistências, nem a necessidade do aumento de utilização de inseticidas.

 

Outro dos objetivos do estudo foi verificar o impacto ambiental das aplicações de pesticidas resultantes da introdução de Organismos Geneticamente Modificados, onde se concluiu que, apesar da diminuição do uso de inseticidas, continua a aumentar a quantidade de herbicidas utilizados, o que aumentou a contaminação dos ecossistemas locais.

 

Pode consultar o estudo na integra no jornal científico ‘Science Advances’.

 

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