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Cuidados paliativos: uma realidade cada vez mais necessária

O Dia Munidal dos Cuidados Paliativos assinala-se no segundo sábado de outubro. Com a esperança de vida a aumentar e a população a envelhecer, estes cuidados são cada vez mais procurados. Porém, a rede instalada não é suficiente para a todos atender.

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, os cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes e das suas famílias frente ao problema associado à doença com risco de vida, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio de identificação precoce e avaliação e tratamento ​​da dor e de outros problemas psicossociais e espirituais.

 

Atualmente, com a esperança de vida a aumentar e a população a envelhecer, estes cuidados são cada vez mais procurados. Só em Portugal, segundo dados da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP),  estamos a falar de cerca de 100 mil pessoas a necessitar destes cuidados, ao que acresce um núcleo familiar e de amigos de cerca de 500 mil.  Mas a rede de cuidados não está preparada para tal pressão, nem em quantidade de recursos estruturais, nem humanos, nem de financiamento, nem de competências profissionais.

 

Segundo informações da APCP, apenas cerca de 2% de quem necessita de cuidados paliativos tem acesso aos mesmos, embora tendo em conta os dados oficiosos se possa estimar uma cobertura de cerca 15%, com grandes desigualdades regionais e de patologia.

 

VEJA TAMBÉM: ESTADO TERMINAL: COMO SE MANTÉM A ESPERANÇA NO FIM DA VIDA?

 

Os cuidados paliativos não são prestados apenas aos que estão à beira da morte, mas sim a todos os que deles necessitam, segundo explica a APCP, nomeadamente a:

– Crianças e adultos com malformações congénitas ou outras situações que dependam de terapêutica de suporte de vida e/ou apoio de longa duração para as atividades de vida diárias

– Pessoas com qualquer doença aguda, grave e ameaçadora da vida (tais como traumatismos graves, leucemia, acidente vascular agudo) onde a cura ou reversibilidade é um objetivo realista, mas a situação em si própria ou o seu tratamento tem significativos efeitos negativos dando origem a uma qualidade de vida fraca e/ou sofrimento

– Pessoas com doença crónica progressiva, tal como doença vascular periférica, neoplasia, insuficiência renal ou hepática, acidente vascular cerebral com significativa incapacidade funcional, doença cardíaca ou pulmonar avançada, fragilidade, doenças neurovegetativas e demência

– Pessoas com doença ameaçadora da vida, que escolheram não fazer tratamento orientado para a doença ou de suporte/prolongamento da vida e que requeiram este tipo de cuidados

– Pessoas com lesões crónicas e limitativas, resultantes de acidente ou outras formas de trauma

– Pessoas seriamente doentes ou em fase terminal (demência em estádio final, cancro terminal, acidente vascular gravemente incapacitante) que não têm possibilidade de recuperação ou estabilização e, para os quais, os cuidados paliativos intensivos são o objetivo predominante dos cuidados no tempo de vida remanescente.

 

VEJA TAMBÉM: «A REDE NÃO ESTÁ PREPARADA, NEM EM QUANTIDADE DE RECURSOS ESTRUTURAIS, NEM DE FINANCIAMENTO, NEM DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS»

 

Campanha no Mês dos Cuidados Paliativos

No âmbito do Mês dos Cuidados Paliativos, que se assinala em outubro, a APCP pretende promover uma campanha de informação e consciencialização sobre a importância dos cuidados paliativos no reforço e garantia da dignidade humana.

 

Para isso, lança a campanha  “Vamos continuar a escrever esta história” que visa desmistificar os cuidados paliativos e os cuidados paliativos pediátricos como cuidados de fim de vida. Neste sentido, serão realizadas várias iniciativas, entre as quais um peditório público a decorrer nas Farmácias Holon (de 15 de outubro a 30 de novembro) e a venda de uma mascote, um porta-chaves Palis, em vários pontos do país.

 

A campanha pretende elucidar sobre o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento, promovendo a melhor qualidade de vida possível para o doente e sua família, e ainda reconhecer a importância dos cuidadores no processo de doença crónica, complexa e limitante.

 

 

 

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