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Cuidados com os pés no verão: recomendações da Associação Portuguesa de Podologia

Os pés encontram-se fechados durante dois terços da nossa vida, daí a pouca importância que lhes damos. No verão, a preocupação com o pé é maior devido à sua exposição, mas também é verdade que a falta de cuidados especiais aumenta o número de patologias nos membros inferiores.

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O aumento da temperatura, o excesso de transpiração, o calçado aberto ou a ausência dele nas praias e zonas de banho são o motivo para o aparecimento de algumas doenças típicas de verão.

 

A xerose cutânea (pele seca) é uma das principais complicações de verão devido à exposição dos pés ao ar e ao calor, às areias e ao excesso de transpiração e à permanência excessiva dentro de água, nas praias ou piscinas. Esta patologia provoca uma pele seca, por vezes áspera e com fissuras nas zonas da planta dos pés e nos calcanhares.

 

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A colocação de protetor solar no dorso e nos dedos dos pés é um gesto indispensável quando estamos expostos ao sol, de forma a evitar queimaduras e prevenir o cancro da pele.

 

As infeções dermatológicas são também muito frequentes, pela vulnerabilidade da pele seca e fissurada e pelo contato com zonas contaminadas, como espaços de acesso a piscinas, bares de praia e casas de banho ou chuveiros. As infeções podem ser provocadas por diversos micro-organismos, nomeadamente bactérias, fungos e vírus. O aparecimento de dermatomicoses, panarícios, verrugas plantares entre outras patologias nos pés, são frequentes nesta época do ano e o cuidado preventivo é fundamental. O diagnóstico precoce e tratamento especializado pelo podologista são determinantes para o sucesso da recuperação.

 

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Os pés, como alicerce do nosso organismo, necessitam de cuidados diários específicos, fundamentais para permitir um melhor estado geral de saúde do indivíduo, funcionalidade e estabilidade do pé e da marcha.

 

Lavar os pés diariamente com um sabão de pH neutro, promover uma secagem eficaz sem fricção e aplicar um creme hidratante são ações fundamentais para manter uma boa integridade da pele. No caso de existir uma hiperidrose, excesso de transpiração, deve ser usado um antitranspirante de forma controlar a perda de água e xerodermia.

 

Não andar descalço em locais públicos, usar chinelos em instalações como piscinas, balneários e saunas é fundamentalmente para prevenir e evitar o contacto com fungos e bactérias. Esta medida evita, quase na totalidade a contaminação por microrganismos responsáveis por algumas infeções do pé e os traumatismos do pé e da pele.

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