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Crise invisível da qualidade da água ameaça bem-estar humano e ambiental

Novo relatório do Banco Mundial indica que o mundo enfrenta uma crise invisível relativa à qualidade da água. O seu impacto é mais amplo, profundo e mais incerto do que se pensava anteriormente e requer atenção urgente de todos.

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O novo relatório do Banco Mundial, ‘Qualidade Desconhecida: A Crise Invisível da Água’, lançado ontem em Washington, EUA, alerta para a necessidade urgente de travar a deterioração da qualidade da água um pouco por todo o mundo. Segundo a pesquisa, o mundo enfrenta uma crise invisível de qualidade da água que está a eliminar um terço do potencial de crescimento económico em áreas altamente poluídas e a ameaçar o bem-estar humano e ambiental.

 

Segundo o Banco Mundial, tem sido dada muita atenção aos problemas relacionados com a quantidade de água – muita água, no caso de inundações; pouca água, no caso de secas – mas a qualidade da água atraiu significativamente menos consideração.

 

Com novos dados e métodos, o relatório mostra como uma combinação de bactérias, esgotos, produtos químicos e plásticos podem sugar oxigénio do abastecimento de água e transformar esta em veneno para pessoas e ecossistemas. O Banco Mundial reuniu o maior banco de dados do mundo sobre a qualidade da água, recolhendo dados em estações de monitorização e com recurso a nova stecnologias. Veja abaixo o vídeo divulgado (em inglês).

 

 

O relatório conclui que a falta de água limpa limita o crescimento económico em um terço. A questão exige atenção imediata global, nacional e local, pois os perigos afetam países desenvolvidos e em desenvolvimento. «A água limpa é um fator chave para o crescimento económico. A deterioração da qualidade da água está a atrasar o crescimento económico, piorando as condições de saúde, reduzindo a produção de alimentos e exacerbando a pobreza em muitos países», diz em comunicado o presidente do Grupo do Banco Mundial, David Malpass. «Os governos devem tomar medidas urgentes para ajudar a combater a poluição da água, para que os países possam crescer mais rapidamente de maneira equitativa e ambientalmente sustentável.»

 

Quando limites de poluição na água são ultrapassados, o crescimento do PIB nas regiões cai em até um terço devido aos impactos na saúde, agricultura e ecossistemas. Um dos principais contribuintes para a má qualidade da água é o nitrogénio, que, aplicado como fertilizante na agricultura, eventualmente entra nos rios, lagos e oceanos, onde se transforma em nitratos. A exposição precoce das crianças aos nitratos afeta o crescimento e o desenvolvimento do cérebro, afetando a saúde e o potencial de geração de receita dos adultos. O escoamento e a libertação na água de cada quilograma adicional de fertilizante de nitrogénio por hectare pode aumentar o nível de nanismo infantil em até 19% e reduzir os ganhos futuros de adultos em até 2%, em comparação com aqueles que não estão expostos.

 

VEJA TAMBÉM: OS PERIGOS QUE SE ESCONDEM NAS ÁGUAS CRISTALINAS

 

O relatório também descobre que, como a salinidade na água e no solo aumenta devido a secas mais intensas, tempestades e aumento da extração de água, os rendimentos agrícolas caem. O mundo está a perder capacidade de produzir comida suficiente a cada ano para alimentar 170 milhões de pessoas.

 

O relatório recomenda um conjunto de ações que os países podem adotar para melhorar a qualidade da água. Estes incluem: políticas e normas ambientais; monitorização precisa de cargas de poluição; sistemas eficazes de fiscalização; infraestruturas de tratamento de água apoiadas com incentivos para investimento privado; e divulgação de informações confiáveis ​​e precisas às famílias para inspirar o envolvimento dos cidadãos.

 

A água é um bem muito precioso que deve ser preservado por todos, mas a sua deterioração está a verificar-se um pouco por todo o mundo, assim como a progressão da sua escassez. Cabe a todos poupar este bem comum. Veja algumas ideias que fazem bem ao ambiente e à sua carteira na galeria no início do artigo.

 

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