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Crianças invisuais e com deficiências visuais aprendem Braille com tijolos LEGO

É uma nova ferramenta que permite a estas crianças aprenderem a linguagem Braille através da brincadeira. Para poder ser uma ferramenta inclusiva, cada tijolo tem a letra ou número a que corresponde na linguagem impressa, para que os familiares, colegas e/ou professores possam interagir nos mesmos termos. Os primeiros protótipos estão agora a ser testados e devem chegar ao mercado em 2020.

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O Grupo LEGO divulga um projeto pioneiro que pretende ajudar as crianças invisuais ou com deficiências visuais a aprender Braille de uma maneira divertida e envolvente, com tijolos LEGO customizados. O projeto Braille Bricks é apresentado na Sustainable Brands Conference, que está a decorrer até 25 de abril, em Paris, França.

 

O conceito por detrás dos Braille Bricks foi proposto pela primeira vez à LEGO Foundation em 2011, pela Associação Dinamarquesa da Cegueira, e em 2017, pela Fundação Dorina Nowill para Cegos (sediada no Brasil). Desde então tem vindo a ser desenvolvida em cooperação com várias associações da Dinamarca, Brasil, Reino Unido e Noruega e os primeiros protótipos estão agora a ser testados nesses países. Veja as fotos na galeria acima.

 

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«Com milhares de audiobooks e programas de computador disponíveis, cada vez menos crianças estão a aprender a ler Braille», diz Philippe Chazal, tesoureiro da União Europeia de Cegos. «Isto é particularmente preocupante quando sabemos que os utilizadores de Braille são mais independentes, têm um nível de escolaridade mais alto e melhores oportunidades de emprego. Estamos convictos de que o projeto LEGO Braille Bricks pode ajudar a renovar o interesse pela aprendizagem de Braille e que a LEGO Foundation está a fazer o possível para expandir o conceito e o levar a crianças em todo o mundo».

 

Os tijolos em Braille vão ser moldados com o mesmo número de ‘studs’ usadas nas letras e números do alfabeto Braille, ao mesmo tempo que são 100% compatíveis com os tijolos tradicionais LEGO. Para permitir que seja uma ferramenta inclusiva, cada tijolo terá a letra ou número a que corresponde impressa, para que os familiares, colegas e/ou professores possam interagir nos mesmos termos. Esta combinação engenhosa permite uma nova abordagem mais divertida à aprendizagem do Braille, permitindo às crianças invisuais ou com deficiências visuais desenvolverem uma série de capacidades necessárias num Mundo cada vez mais rápido.

 

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O director de Arte Senior do Grupo LEGO, Morten Bonde, que sofre de uma doença degenerativa que o está a cegar gradualmente, trabalhou como consultor interno neste projeto e, apesar de já só ter 4% de visão, está determinado a não permitir que isso o limite.

 

«Experienciar as reações que tanto os estudantes como os professores aos LEGO Braille Bricks foi incrivelmente inspirador e lembrou-me que as únicas limitações que vou encontrar na vida são impostas pela minha própria mente. O nível de envolvimento e o desejo das crianças de serem independentes e de se sentirem incluídas na sociedade é evidente. Estou muito sensibilizado de ver o impacto que este produto tem no desenvolvimento da confiança e curiosidade académica das crianças invisuais ou com deficiências visuais, em tão tenra idade», acrescenta Morten.

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