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Crianças consomem excesso de sal

A ingestão excessiva de sódio proveniente de inúmeros alimentos processados está a expor as crianças a problemas cardíacos que chegarão mais tarde na vida, segundo um novo estudo do Centro de Prevenção e Controlo das Doenças americano.

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Um estudo levado a cabo pelo Centro de Prevenção e Controlo das Doenças (CPCD) americano diz que as crianças estão a consumir sal em excesso, para o que deveria ser a sua ingestão diária. Estes alimentos provêm de várias fontes, mas são sobretudo alimentos processados.

 

O paladar habituado a alimentos ricos em sal vai levar a adultos com preferências similares. Motivo de preocupação para as autoridades de saúde, visto os alimentos ricos em sódio serem responsáveis por elevar a pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

 

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O nutricionista Alexandre Fernandes corrobora: «No que se refere à fast-food – refeições rápidas, saborosas, enlatadas e muito refinadas – esta caracteriza-se do ponto de vista nutricional por um excesso de proteína animal, gorduras de péssima qualidade, quantidades elevadas de açúcares e de aditivos alimentares, o que acarreta um aumento significativo das doenças cardiovasculares, alérgicas, degenerativas crónicas (como o cancro), obesidade, entre outras.

 

Apesar de se referir à sociedade americana, o estudo centra-se no tipo de alimentação rápida, rica em gordura, sal e açúcares que atravessa a atual cultura ocidental.

 

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«Reduzir a ingestão de sódio deve ser uma estratégia de saúde pública para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Já sabemos que quase todos os americanos, independentemente da idade, raça ou género, consomem mais sódio do que o recomendado, e o consumo excessivo é especialmente preocupante entre as camadas mais novas», refere Zerleen S. Quader, autor do estudo, num comunicado à imprensa.

 

Os investigadores analisaram dados de 2142 crianças, com idades entre os seis e os 18 anos, recolhidos em 2011 e 2012. Concluíram que a ingestão diária foi de 3,2 mg por dia por criança, excluindo o sal que era adicionado à mesa. Porém, a ingestão diária para as crianças deve andar entre 1,9 mg e as 2,3 mg, dependendo da idade.

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