Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»Crescimento de células cancerígenas travado através da redução do pH

Crescimento de células cancerígenas travado através da redução do pH

Uma nova investigação internacional vem sugerir que é possível diminuir o crescimento e disseminação das células cancerígenas se for reduzido o pH existente dentro destas mesmas células. Esta linha de investigação pode ser mais uma via a explorar para fornecer novas opções de tratamento, revelam os investigadores.

Pinterest Google+
PUB

Um estudo levado a cabo por pesquisadores do americano Moffitt Cancer Center, que tem como principal objetivo prevenir e encontrar uma cura para o cancro, e que também envolveu investigadores da Universidade do Maryland, EUA, e do Instituto de Pesquisa em Biomedicina de Barcelona, Espanha, sugere que o crescimento do cancro é atrasado se houver uma manipulação das células reduzindo o ph das mesmas, tornando-as mais ácidas.

 

«Vemos o pH alcalino das células cancerígenas como uma vantagem evolutiva. Para explorá-lo, desenvolvemos uma abordagem de biologia sistémica para aproveitar isso como uma vulnerabilidade contra células cancerígenas”, disse Mehdi Damaghi, pesquisador da Moffitt e coautor deste estudo, segundo a Associação Americana para o Avanço da Ciência.

 

VEJA TAMBÉM: ALIMENTOS QUE AJUDAM A BAIXAR O RISCO DE CANCRO

 

As células cancerigenas têm a capacidade de se adaptar e mudar o seu metabolismo para sobreviver, crescer e se reproduzir. Um pH alcalino acaba por maximizar a proliferação das mesmas. Se o ambiente intercelular for tornado mais ácido, existe um retardamento do crescimento e disseminação do cancro. Esta é uma conclusão única pois a verdade é que ainda se sabe muito pouco sobre alcalinização intracelular.

 

«Se pudermos entender melhor como o metabolismo funciona nos diferentes ambientes do pH, podemos determinar as mudanças que as células cancerígenas fazem para sobreviver e crescer», explica o presidente do Departamento de Fisiologia do cancro na Moffitt, Robert J. Gillies.

 

VEJA TAMBÉM: NÍVEIS ELEVADOS DE VITAMINA D ASSOCIADO A MENOR RISCO DE CANCRO

 

A equipa, que incluía especialistas nas mais diversas áreas, utilizou dados de ensaios bioquímicos anteriores e um banco de dados sobre a expressão genética das células cancerígenas para desenvolver um modelo por computador onde fosse possível analisar como as variações do PH são capazes de afetar a atividade de quase 2.000 enzimas metabólicas.

 

Este grupo de investigadores descobriu que as células cancerígenas tendem a proliferar num pH intracelular alcalino, o que as deixa mais sensíveis se aumentarmos a acidez do pH. Este grupo também conseguiu identificar as enzimas metabólicas que tinham uma maior atividade perante um pH alcalino durante o desenvolvimento do cancro. Esta conclusão, que ainda requer de mais estudos e que foi apresentada na publicação Nature Communications, abre um novo leque de possíveis tratamentos para o cancro, dizem.

 

Artigo anterior

Estudo prova que discutir com o companheiro faz mesmo mal à saúde

Próximo artigo

Quantum Park: abre em Portugal um dos maiores parques de diversão indoor da Europa