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Covid-19 vai fazer proliferar ‘pais helicóptero’?

De um dia para o outro, a realidade como a conhecíamos mudou. O certo tornou-se incerto. O medo e a incerteza do amanhã podem levar à superproteção, reforçando a proliferação de ‘pais helicóptero’. Como o próprio nome indica, supervisionam os filhos de forma constante, superprotegendo-os.

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Os olhos dos pais estão sempre postos na criança. Controlam para que a criança não caia, não se magoe, não se engasgue, não se suje, em suma, não viva. A criança, essa, pode reagir de diferentes formas. Ficam apáticas, frustradas ou o mais comum, nos nossos dias, tornam-se desafiadoras dos próprios pais, transformando-se em verdadeiros reis.

 

Os papeis esses ficam confusos. A autoridade dos pais dilui-se, as regras dissipam-se e o sentimento de culpa faz com que os pais se deixem chantagear pelas crianças, porque querem ganhar o seu carinho. O filho transforma-se numa criança caprichosa, sem limites, com total incapacidade de gerir a frustração. Revelam dificuldades em lidar com as suas emoções, não controlam as alterações de humor, os seus sentimentos.

 

Avalie bem a realidade, para que o medo, que nesta fase está a viver, não o transforme num escravo ao serviço de um pequeno grande ditador, o seu filho. Se considera que está a desenvolver a tendência para ser um ‘pai helicóptero’, diminua o sentimento de culpa e foque-se em alterar comportamentos de proteção excessiva.

 

Oriente a criança, sem interferir, nem solucionar o problema, para que a criança consiga atingir sozinha os seus objetivos. Ofereça as ferramentas necessárias para que a criança supere os obstáculos, mas não faça por ela.

 

Ajude a criança a controlar as suas emoções, conversando com ela sobre como entender o que está a sentir, de forma a encontrar estratégias para se adaptar ao que vai sentindo.

 

Não limite as oportunidades da criança. Permita a exploração do meio que a rodeia de forma a que se sinta segura. Transmita autoestima, segurança e entusiamo.  Estimule a capacidade de fazer escolhas. Recorde que se a criança se habituar a ter sempre o conselho ou o suporte dos pais perante qualquer decisão vai ser ‘uma experiência aterradora’ quando tiver de o fazer sozinha. As chaves para a educação são o apoio e os limites, não a superproteção. Fomente a autonomia e a independência.

 

Sobrevoe o mundo do seu filho, mas não aterre nem demasiado perto, nem sem ‘pedir autorização’ à torre de controle, o seu filho.

 

 

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