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COVID-19: Quais os riscos nutricionais para idosos, grávidas e lactantes?

O distanciamento e isolamento sociais inerentes a estas medidas preventivas são um fator de risco para o estado nutricional nestas populações, quer se encontrem em domicílio próprio, quer institucionalizados em lares.

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E as grávidas e lactantes?

O risco de infeção em mulheres grávidas aparenta ser semelhante ao risco em mulheres não grávidas. A evidência aponta para a não transmissão placentar ou intrauterina da doença de mãe para o feto durante a gravidez. No entanto, a recomendação para as grávidas é o isolamento profilático para evitar a contaminação por coronavírus, mantendo o acompanhamento da gravidez, sempre que possível, à distância.

 

A presença, ou não, do acompanhante durante o parto e a separação mãe-filho durante pelo menos 14 dias para isolamento profilático são assuntos controversos. Desde o início da declaração de pandemia, a presença do acompanhante durante o parto foi proibida na grande maioria das instituições, e os horários de visita são bastante rígidos para prevenção da contaminação. Quando a decisão da equipa médica é a de separação mãe-filho devido à suspeita ou confirmação de COVID-19, a Direção-Geral das Saúde recomenda a extração do leite com bomba e o seu desperdício até a mãe apresentar dois testes negativos separados por 24h para a doença. Todos os bebés de mães com COVID-19 devem ser testados e devidamente acompanhados pela equipa médica, e os exames e as vacinas são abordagens prioritárias que devem ser realizadas presencialmente e nos timings adequados.

 

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Até ao momento, não existe evidência científica de que este vírus – ou os restantes da mesma família do coronavírus – possa ser transmitidos através do leite materno de mães para filhos. A amamentação é a melhor forma de nutrição adequada do bebé pelo menos até aos 6 meses e é importante para a relação de vinculação com a mãe. As recomendações têm apontado para a promoção da amamentação sempre que a situação clínica o permita. O principal risco centra-se no contacto próximo entre a mãe e a criança, que podem partilhar gotículas infeciosas pelo ar, e infetar a criança.

 

Perante este panorama, é importante que a mãe esteja devidamente informada e esclarecida sobre os possíveis riscos e benefícios da amamentação junto dos profissionais de saúde que a acompanham.

 

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Se a decisão for a de iniciar ou manter a amamentação, devem ser seguidas estas recomendações:

  • Lavar frequentemente as mãos, antes de tocar no bebé, biberão ou bomba de leite, durante pelo menos 20 segundos;
  • Esterilizar a bomba de leite e o biberão sempre antes e após o uso;
  • Evitar tocar na boca, olhos e nariz da criança;
  • Usar máscara facial durante a amamentação;
  • Em caso de doença confirmada, extrair o leite com bomba e não amamentar diretamente até a mãe ter dois testes negativos para a COVID-19.Mantenha-se protegido!

 

Por Carla Correia

Nutricionista das Farmácias Holon

 

 

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