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COVID-19: Quais os riscos nutricionais para idosos, grávidas e lactantes?

O distanciamento e isolamento sociais inerentes a estas medidas preventivas são um fator de risco para o estado nutricional nestas populações, quer se encontrem em domicílio próprio, quer institucionalizados em lares.

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As pessoas idosas enquadram-se no grupo que apresenta maior risco de doença grave por COVID-19. Até ao momento, a taxa de mortalidade geral em Portugal por COVID-19 é de 3,5%, porém quando avaliamos apenas a faixa etária acima dos 70 anos, esta taxa dispara para 12,4%. Por este motivo, a recomendação para os idosos é o isolamento profilático, de forma a reduzir ao máximo o risco de contágio.

 

Quais as consequências das medidas preventivas?

O distanciamento e isolamento sociais inerentes a estas medidas preventivas são um fator de risco para o estado nutricional nestas populações, quer se encontrem em domicílio próprio, quer institucionalizados em lares.

 

A desnutrição é uma condição extremamente comum nas pessoas idosas. A diminuição do apetite, as dificuldades de mastigação, a diminuição do paladar, a menor sensação de sede, a inatividade física e o desenvolvimento de sentimentos como a tristeza, ansiedade e depressão inerentes à solidão podem desencadear e agravar problemas de saúde. As pessoas desnutridas têm maior risco de desenvolver infeções e complicações, e a sua recuperação torna-se significativamente mais lenta.

 

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Como combater a desnutrição nos idosos?

Nesta fase, apesar de o isolamento ser a via mais eficaz de proteção de um possível contágio, se não existir o devido acompanhamento – seguro e à distância – as consequências podem ser catastróficas.

 

É fundamental que mantenha o contacto possível com as pessoas idosas através de chamadas telefónicas frequentes ou videochamadas. Assegure que elas mantêm uma alimentação equilibrada e adequada, rica em todos os nutrientes essenciais.

 

Para assegurar uma alimentação saudável, deve verificar que as pessoas idosas:

  • Têm alguém que lhes faça as compras, assegurando a aquisição apenas de alimentos saudáveis e nutritivos;
  • Consomem leite ou derivados diariamente;
  • Consomem entre 2 a 3 porções de fruta por dia;
  • Ingerem sopa de hortícolas nas duas refeições principais diárias (almoço e jantar), e que esta contenha leguminosas (feijão, grão, ervilhas, lentilhas, favas), com o mínimo de gordura adicionada e sem charcutaria, nem carnes gordas;
  • Consomem carne, pescado e ovos nas duas refeições principais para um aporte suficiente de proteína que evite a perda de massa muscular, sendo que o peixe gordo (salmão, atum, cavala, sardinha) deve ser consumido cerca de 2 vezes por semana;
  • Consomem frutos oleaginosos (nozes, amêndoas, cajus, amendoins) ou sementes (como, por exemplo, linhaça, girassol, chia e sésamo), desde que não existam problemas dentários nem de mastigação;
  • Realizam várias 5 a 6 refeições ao longo dia e de baixo volume;
  • Bebem 1,5 a 2 litros de água por dia (cerca de 8 a 10 copos) ou, em alternativa, águas aromatizadas (com hortelã, alecrim, limão ou fruta, por exemplo) ou infusões (camomila, cidreira, tília), desde que sem adição de açúcar;
  • Usam alimentos como leite ou cereais de pequeno-almoço não açucarados fortificados em vitamina D.

 

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Além destas recomendações alimentares, sempre que possível, devemos incentivar as pessoas idosas à exposição solar durante pelo menos cerca de 20 minutos, de modo a sintetizar vitamina D – essencial para manter a saúde óssea. Estes cuidados não devem substituir as recomendações para suplementação, se necessário, e para uma exposição solar segura para prevenção de queimaduras.

 

É importante ainda verificar que a toma de medicação se mantém correta, e, sempre que necessário, contacte via telefone o médico de família para esclarecimento de dúvidas relativas à medicação.

 

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