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COVID-19: medidas que reduzem o impacto de complicações

Precisamos pensar em ‘educar em saúde’ para uma cidadania consciente, sustentável, preventiva e ativa, através de medidas que reduzam o impacto de complicações. Tratar e avaliar o paciente de maneira integral e personalizada, implantando ações de atenção primária em saúde, doenças respiratórias e fatores de risco.

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Os vírus são vermes parasitários que não possuem organização metabólica. E, como qualquer tipo de parasitas, precisam de um organismo vivo para se desenvolverem. Na sua constituição acelular, apenas possuem DNA ou RNA, envolvido por um invólucro proteico em forma de cápsula (gordura). Evoluem, através do seu hospedeiro, por reprodução e propagação, daí serem considerados parasitas intracelulares.

 

Então se um vírus é um parasita, porque se torna tão difícil eliminá-lo e controlar a sua propagação? Quando usamos o termo ‘vírus’, estamos a fazer referência à forma como se dá o processo de instalação e infeção, a qual é diferente dos restantes tipos de vermes parasitários. Esta é a razão por que este tipo de invasor se torna tão perigoso para nós. Há dados científicos que classificam cerca de 3.600 espécies diferentes, que podem desenvolver-se em animais, plantas e em nós, seres humanos.

 

Nesta classificação já é do conhecimento público e acessível a qualquer cidadão que as doenças viróticas registadas historicamente e que mais se propagam ao homem são: gripe, varicela, varíola, sarampo, dengue e paludismo, febre amarela, hepatite, rubéola, poliomielite, herpes simples, raiva e o HIV.  Este último (HIV) é o mais recente e danoso exemplar com invólucro!

 

Creio que, a partir daqui, já todos os leitores serão capazes de perceber o que estamos mundialmente a enfrentar. Se pensarmos na comparação e aproximação com o HIV temos de ficar preocupados, pois todos ainda devem lembrar-se do número de anos necessários para o vencermos e tratarmos. Até porque a forma de transmissão da Covid-19 é mais eficiente e, por atacar rapidamente as vias respiratórias, pode causar a falência dos pulmões e de outros órgãos vitais. Até ao momento a comunidade médica e científica não sabe como tratar e combater o nosso perigoso ‘verme parasitário…’

 

Mas, ainda assim, eu atrevo-me a dizer que sendo nós humanos dotados de inteligência, também havemos de conseguir. Mas essa é uma tarefa que pertence aos cientistas, médicos e outros profissionais de saúde. Só precisamos de estudar e a nós cabe-nos aprender a conviver até que esse dia chegue.

 

É sabido que os parasitas só podem multiplicar-se com maior facilidade num corpo com imunidade debilitada.  Agora todos os cidadãos precisam de focar e concentrar os seus esforços e conhecimentos na resiliência humana, que é a tal capacidade inata de cada um em se superar perante as adversidades. Ou seja, vamos usar de todo o equilíbrio homeostático do corpo para nos mantermos com saúde imunológica equilibrada.

 

Esta é a nossa responsabilidade enquanto seres comunitários de uma sociedade. Temos de reagir…precisamos de nos proteger. Isto porque, naturalmente, a nossa inteligência imunológica ao sentir-se invadida, produz anticorpos.

 

O que são a homeostasia e a saúde imunológica e como devemos proceder para que elas se preservem?

A partir daqui é preciso aprender a utilizar toda a capacidade deste poder. Ele poderá ser a espada da força invisível que cada um de vós pode usar.  É com ela que vão conquistar a saúde total e o bem-estar Sustentável, que está nos escritos da OMS sobre saúde e bem-estar. Esta é fonte da qual precisamos beber para que possamos sentir e conhecer a verdadeira ‘paz’. Só assim podemos agir para nos defendermos das doenças, sejam elas quais forem.

 

Homeostasia, o que é?         

A homeostasia do corpo, explicada biologicamente, consiste no processo de regulação e no seu equilíbrio entre o ambiente interno e o externo. A “homeostase” é explicada pelos fisiologistas Claude Bernard e Walter Cannon como a capacidade do organismo em regular o seu equilíbrio entre os meios fisiológico e metabólico (temperatura e pressão).

 

Em nós podemos identificar vários tipos diferentes: homeostasia hídrica (rins), que regula a água do corpo; homeostasia da glicose (fígado e pâncreas), regula o nível de segregação de insulina; a homeostasia térmica (pele e circulação), no controle da temperatura do corpo; homeostasia psicológica (comportamental), que equilibra o estado emocional na gestão das suas necessidades e reações ás mudanças.

 

Inteligência imunológica, o que é?

O sistema imunológico ou imunitário do ser humano é estudado pela biologia e consiste na sua capacidade em produzir defesas contra organismos infeciosos que nos possam causar doenças. Se o corpo estiver em equilíbrio homeostático e não houver alteração genética herdada, naturalmente somos capazes de combater os vírus e outras espécies de invasores.

 

Na sua composição existe uma vasta rede de órgãos, tecidos e células. Estas últimas produzem os glóbulos brancos ou leucócitos, que nos servem de barreira protetora. Esta barreira é produzida pela glândula thymus, baço e medula óssea (órgãos linfoides), onde fabricamos os leucócitos, mas ainda contamos com o auxílio dos grupos de tecidos linfoide, constituídos pelos gânglios linfáticos que abrigam os leucócitos.

 

A produção leucocitária divide-se em fagócitos (células que nos protegem através da digestão) e linfócitos (células que nos permitem reconhecer os invasores para os destruirmos). Os linfócitos que representam a nossa espada invisível são chamados de Linfócitos- B (medula óssea), semelhantes aos militares do sistema de inteligência, aqueles que desenvolvem a estratégia de segurança. Os Linfócitos-T(thymus), são os soldados que atacam os inimigos.

 

Importa compreender que no ser humano se formam três tipos de imunidade:

Imunidade inata: é aquela que trazemos à nascença, representa a nossa proteção geral, a qual vos referi acima, e que inclui as barreiras do corpo, (pele mucosas, garganta e sistema gastrointestinal), como primeira barreira de defesa do organismo.

 

Imunidade adaptável: é aquela que se desenvolve e se adapta ao longo da vida, sendo influenciada pelos fatores epigenéticos. Neste tipo de resposta imunológica do corpo, os linfócitos adaptam-se consoante o ambiente a que estamos expostos, ou através do recurso de anticorpos induzidos pelas vacinas.

 

Imunidade passiva: é aquela que vem de outra fonte e permanece por pouco tempo.  Um exemplo natural é o leite materno, durante o período desde o nascimento até às primeiras papas.  Os anticorpos a que a mãe está exposta, são assimilados também pela criança. Isso protege-nos durante a infância (fatores epigenéticos).

 

Mas sendo nós seres únicos, somos diferentes em cada sistema imunológico, mesmo quando se trata de gémeos univitelinos.  Quando alcançamos os 70 anos de idade, a produção dos linfócitos T reduz drasticamente porque a glândula thymus deixa de ser capaz de se regenerar.  A não ser que, durante a vida adulta, tenhamos tido um comportamento de vida equilibrado e saudável. E aqui que precisamos de ajudar o corpo a criar imunidade adaptável (vacinação, suplementação e alimentação nutracêutica, ou outras formas profiláticas de reforço).

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