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Covid-19 impulsiona ao reforço das medidas de segurança no teletrabalho

Embora trabalhar a partir de casa seja uma tendência em crescendo no mundo empresarial, havendo cada vez mais organizações a darem essa possibilidade aos seus colaboradores, o surto de coronavírus está a fazer com que governos e empresas de todo o mundo incentivem o trabalho remoto como tentativa de abrandar a disseminação do Covid-19. Mas agora coloca-se a questão do acesso seguro aos sistemas do trabalho.

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A disseminação global do coronavírus reforça a necessidade de maior segurança no teletrabalho. A atual conjuntura é assim o momento ideal para as organizações reavaliarem a segurança do acesso à distância aos seus sistemas corporativos, pois uma vez que os dispositivos trabalham fora da infraestrutura de rede interna e se conectam a outras redes Wi-Fi, os riscos também aumentam.

 

Das várias medidas que podem ser tomadas pelas organizações, de forma a reduzir as ameaças de cibersegurança associadas ao trabalho remoto, a Kaspersky recomenda:

 

1 – Fornecer uma VPN (Rede Privada Virtual) para que as equipas se conectem com segurança à rede corporativa.

 

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2- Proteger todos os dispositivos da empresa – incluindo telemóveis, portáteis e tablets – com um software de segurança adequado (por exemplo, com uma solução que permita eliminar dados de aparelhos que sejam declarados como perdidos ou roubados, que separe a informação pessoal da profissional e que restrinja as aplicações que podem ser instaladas).

 

3 – Executar as atualizações mais recentes dos sistemas operativos e das aplicações.

 

4 – Restringir os direitos de acesso dos utilizadores que se conectam à rede corporativa.

 

5 – Assegurar que as equipas estão conscientes dos perigos associados à resposta de mensagens que não foram solicitadas.

 

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«Aconselhamos as empresas a serem particularmente cautelosas neste momento, devendo garantir que os seus colaboradores conseguem trabalhar remotamente sem comprometer a segurança da informação. O coronavírus não só já provocou o aumento do trabalho remoto, como tem suscitado o interesse dos hackers, que já ocultaram malware em ficheiros e documentos que aparentemente seriam um esclarecimento sobre a doença. Com os criminosos a aproveitarem-se desta onda de alarme, é prudente que as empresas estejam ainda mais vigilantes na proteção da sua informação», esclarece David Emm, Investigador de Segurança da Kaspersky.

 

No final de janeiro deste ano, a empresa de segurança informática já havia divulgado que tinham sido detetados ficheiros maliciosos disfarçados de documentos pdf., mp4 e docx. cuja designação se relacionava de alguma forma com o coronavírus – indicavam, por exemplo, que continham conselhos de proteção contra a doença, atualizações sobre as ameaças e procedimentos de deteção do vírus, embora não fosse o caso. Em vez disso, eram o veículo para uma série de ameaças, como trojans e worms, capazes de eliminar, bloquear ou copiar dados, além de interferirem com a operação dos computadores e respetivas redes.

 

 

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