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COVID-19, alimentação saudável e sustentável: é possível?

A produção nacional desempenha um papel de destaque na sustentabilidade tanto ao nível económico, social e ambiental. Uma alimentação sustentável é culturalmente aceite, nutricionalmente adequada, acessível, segura e economicamente justa.

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No passado dia 26 de abril assinalou-se o Dia Mundial da Produção Nacional, e agora mais do que nunca urge a necessidade de consumir português. A produção nacional desempenha um papel de destaque na sustentabilidade tanto ao nível económico, social e ambiental. Uma alimentação sustentável é culturalmente aceite, nutricionalmente adequada, acessível, segura e economicamente justa (FAO, 2015).

 

Sabia que 1/3 dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados anualmente? Em Portugal, o número é de 1 milhão de toneladas, o que dá uma média de 132kg de alimentos por ano, por cada português! E sabia que quase metade desse desperdício é feito em casa? A boa notícia é que também está nas suas mãos, e pequenas mudanças nos seus hábitos alimentares podem ajudar, o planeta e a sua saúde.

 

Nos tempos de crise que correm, tome nota do que pode fazer para reduzir o desperdício alimentar, desde a compra à conservação dos alimentos:

 

1 – Planeie as suas compras – a ida ao supermercado tem de ser pontual, mas devidamente planeada. Faça uma lista de compras com base no que tem em casa (frigorifico, congelador, despensa) e, no que vai precisar para confecionar as refeições da semana. Compre apenas o que precisa e avalie se o que compra faz parte dos alimentos recomendados para uma alimentação saudável: fruta, legumes, leguminosas, frutos gordos etc. Leve o seu próprio saco e evite os cestos. Pegue apenas no que vai comprar e evite dispersar. Prefira fruta e legumes avulso em vez dos embalados, a desinfeção dos frescos fará em casa e em segurança.

 

2 – Consuma da época – evite laranjas em agosto ou morangos em dezembro. Procure conhecer o calendário da fruta e legumes produzido cá e prefira-os durante esse mês.

 

3 – Verifique a data de validade – Nas compras ou em casa, procure fazer esse levantamento. No supermercado, se for um alimento que não tenciona consumir a curto prazo, procure levar uma embalagem cuja validade termine mais tarde. Em casa, ponha por ordem de validade os produtos, colocando mais visível os produtos de validade mais curta.

 

4 – Pense no custo do produto – Ao desperdiçar alimentos está a gastar dinheiro. Imagine se o fizer várias vezes por semana…

 

5 – Certifique-se que o frigorífico se encontra à temperatura correta: entre 1 e 5ºC para garantir a conservação dos produtos.

 

6 – Armazene corretamente os alimentos – Siga as instruções da embalagem dos produtos. Se for útil faça uma ementa semanal, além de proporcionar uma maior variedade alimentar, escoa os produtos mais perecíveis mais facilmente.

 

7 – Porções no prato – Coloque no prato apenas a quantidade de alimentos que precisa, evite servir os outros, deixando que cada um se sirva consoante as suas necessidades.

 

8 – Pesquise receitas com sobras– No meu blog @ritateixeira_nutricionista tenho algumas receitas com sobras de arroz, cascas, talos, tudo poderá ser incorporado numa nova receita, com novo sabor e igualmente interessante do ponto vista nutricional.

 

9 – Congele – Se não gosta de cozinhar ou se por acaso come pouco, congele as sobras em pequenas porções assim, quando descongelar terá a porção exata que precisa.

 

10 – Compostagem – Se possível, coloque as cascas da fruta e legumes num recipiente de compostagem e, em poucos meses, terá um composto muito rico em nutrientes que ajuda no crescimento das para as suas plantas, relva e jardim.

 

Qual destas pode aplicar a partir de amanhã?

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