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Corpo Solidário Europeu: jovens apoiados para trabalharem em toda a União Europeia

O esquema vai apoiar os jovens que queiram trabalhar ou se voluntariar em projetos que decorram no espaço comunitário. Os interessados, com idade entre os 18 e os 30 anos, poderão trabalhar em projetos de várias áreas, como o ambiente, educação, integração e migração.

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Os jovens europeus vão receber apoios para poderem ser voluntários ou trabalhar em esquemas de solidariedade ao nível da União Europeia. A votação final do Corpo de Solidariedade Europeu decorreu ontem, com a aprovação de uma verba de apoio de 375,6 milhões de euros para o biénio 2018/2020, informa o Parlamento Europeu em comunicado.

 

Este esquema foi aprovado com 519 a favor, 132 contra e 32 abstenções. Esta iniciativa, que foi lançada pelo presidente Jean-Claude Juncker, em dezembro de 2016, vai ajudar os jovens, com idade entre os 18 e os 30 anos, a trabalhar em projetos que se integrem nas áreas do ambiente, educação, integração, prevenção de catástrofes, fornecimento de alimentos e produtos não alimentares ou a integração e acolhimento dos migrantes e requerentes de asilo que todos os dias chegam às costas europeias. O restante deste orçamento, 10%, irá para uma vertente mais profissional do programa.

 

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«O Corpo Europeu de Solidariedade é um programa voluntário mais extenso para jovens na Europa. O programa fortalece a solidariedade na Europa, abre novas perspetivas de desenvolvimento para os jovens e oferece apoio às comunidades dentro e fora da UE. Congratulo-me por estarmos a dar este passo para fortalecer não só os jovens, mas também a solidariedade entre as pessoas e as regiões», explicou durante a votação de ontem a relatora Helga Trüpel, do partido Os Verdes.

 

Os jovens ou as organizações (que devem apresentar um ‘selo de qualidade’) que se queiram inscrever neste projeto de solidariedade poderão fazê-lo online. A inscrição deve ser feita por pessoas com 18 anos (esta pode ser feita se ainda tiver 17 anos, mas no início dos trabalhos terá que já ter alcançado a maioridade) e até aos 30.

 

Desde o lançamento do Corpo Solidário Europeu, que aconteceu em 2016, mais de 70 mil pessoas já se inscreveram e 7 mil (segundo as estatísticas que a Comissão Europeia divulgou em junho deste ano) já participaram em atividades que, na sua maioria, estavam ligadas à inclusão social, integração de migrantes, apoio às comunidades locais, património cultural ou educação. Para o período orçamental de 2021-2027 o programa terá disponível um total de 1,26 mil milhões de euros.

 

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Durante a votação final deste projeto, que aconteceu ontem, os eurodeputados salientaram a necessidade de este programa ser acessível a jovens com menos oportunidades, como pessoas com deficiência, ou de comunidades isoladas ou marginalizadas, e para jovens com dificuldades de aprendizagem ou de saúde. A Comissão Europeia e os seus estados membros deverão implementar medidas que apoiem cada um destes jovens.

 

Jovens estes que muitas vezes se deparam com oportunidades de trabalho que estão mascaradas de voluntariado e vice-versa. Mas esta situação leva a que haja uma exploração dos jovens e para acabar com tal coisa, os membros do Parlamento Europeu também votaram para que se faça uma distinção clara entre as atividades de voluntariado e as colocações. O período de voluntariado será limitado a 12 meses e os estágios serão de 2 a 6 meses. O Parlamento também impôs um contrato de trabalho mínimo de três meses.

 

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