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Coronavírus: 25 mitos desmistificados

Enquanto que a Covid-19 continua a preencher os escaparates da informação um pouco por todo o mundo, muitas são as informações contraditórias e os mitos que se vão instalando. De seguida, desvende a verdade por detrás de alguns mitos e teorias da conspiração.

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11 – Lavar o nariz com soro fisiológico protege contra o coronavírus

Não há evidências que sugiram que uma lavagem do nariz com solução salina proteja contra infeções respiratórias. Algumas pesquisas sugerem que essa técnica pode reduzir os sintomas de infeções agudas do trato respiratório superior, mas os cientistas não descobriram que ela possa reduzir o risco de infeção.

 

12 – Antibióticos matam o coronavírus

Antibióticos apenas matam bactérias. Eles não matam vírus.

 

13 – Scanners térmicos podem diagnosticar coronavírus

Os scanners térmicos podem detetar se alguém está com febre ou não. No entanto, outras condições, como a gripe sazonal, também podem produzir febre. Além disso, os sintomas da COVID-19 podem aparecer de 2 a 14 dias após a infeção, o que significa que alguém com o vírus pode ter uma temperatura normal por alguns dias antes do início da febre.

 

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14 – Alho protege contra coronavírus

Algumas pesquisas sugerem que o alho pode retardar o crescimento de algumas espécies de bactérias. No entanto, a COVID-19 é causado por um vírus e não há evidências que sugiram que o alho possa proteger as pessoas contra a COVID-19.

 

15 – É possível contrair o novo o coronavírus comendo comida chinesa

Não, isso não é verdade.

 

16 – Pacotes da China podem espalhar o coronavírus

De pesquisas anteriores sobre coronavírus semelhantes, incluindo aqueles que causam SARS e MERS e são semelhantes ao SARS-CoV-2, os cientistas acreditam que o vírus não pode sobreviver em cartas ou embalagens por um longo período.

 

17 – Remédios caseiros podem curar e proteger contra COVID-19

Nenhum remédio caseiro pode proteger contra a COVID-19. Isso vale para a vitamina C, óleos essenciais, coloide de prata, óleo de gergelim, alho, limpador de aquário, sálvia e beber água a cada 15 minutos. A melhor abordagem é a frequente lavagem das mãos e evitar locais onde possa haver pessoas doentes.

 

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18 – É possível contrair o coronavírus na urina e nas fezes

É improvável que isso seja verdade, mas não há certezas ainda. De acordo com o professor John Edmunds, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido, «não é um pensamento muito agradável, mas toda vez que se engole, engole-se muco do trato respiratório superior. De facto, este é um importante mecanismo defensivo que varre vírus e bactérias do nosso intestino, onde são desnaturados nas condições ácidas dos nossos estômagos». No entanto, vale ressaltar que algumas pesquisas concluem que vírus semelhantes ao SARS-CoV-2 podem persistir nas fezes. Uma pesquisa recente publicada no JAMA também conclui que o SARS-CoV-2 está presente nas fezes.

 

19 – O vírus desaparece quando as temperaturas sobem

Alguns vírus, como o da constipação e da gripe, espalham-se mais facilmente nos meses mais frios, mas isso não significa que eles parem completamente quando as condições se tornam mais amenas. Atualmente, os cientistas não sabem como as mudanças de temperatura influenciarão o comportamento do SARS-CoV-2.

 

20 – O coronavírus é o vírus mais mortal conhecido pelos seres humanos

Embora o SARS-CoV-2 pareça ser mais sério do que a gripe, não é o vírus mais mortal que as pessoas enfrentaram. Outros, como o Ébola, têm maiores taxas de mortalidade.

 

21 – As vacinas contra a gripe e a pneumonia podem proteger contra a COVID-19

Como o SARS-CoV-2 é diferente de outros vírus, nenhuma vacina existente protege contra infeções.

 

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22 – O vírus teve origem num laboratório na China

Apesar dos rumores na Internet, não há evidências que sugiram que tenha sido assim. De facto, um estudo recente demonstra que o vírus é um produto natural da evolução. Alguns pesquisadores acreditam que o SARS-CoV-2 pode ter saltado de pangolins para humanos. Outros pensam que poderia ter passado para nós a partir de morcegos, como foi o caso da SARS.

 

23 – O 5G ajuda o SARS-CoV-2 a espalhar-se

À medida que o mundo se torna mais conectado, algumas regiões estão a lançar a tecnologia móvel 5G. Uma série de teorias da conspiração aparece onde quer que essa tecnologia ponha os pés. Uma das teorias mais recentes a surgir é que o 5G é responsável pela rápida disseminação do SARS-CoV-2 em todo o mundo. Algumas pessoas afirmam que o 5G ajuda os vírus a comunicarem, citando frequentemente um artigo de 2011. Neste estudo, os autores concluem que as bactérias podem se comunicar por meio de sinais eletromagnéticos. No entanto, especialistas contestam essa teoria e o SARS-CoV-2 é um vírus, não uma bactéria. Wuhan foi uma das primeiras cidades a testar o 5G na China, o que ajuda a explicar a origem de algumas dessas teorias.  Também é importante notar que a COVID-19 impactou significativamente países com muito pouca cobertura 5G, como o Irão.

 

24 – Beber álcool reduz o risco de infeção

Em resposta a uma série de mitos em torno do álcool e da COVID-19, a OMS divulgou um comunicado. Nele, explica que, embora o álcool possa desinfetar a pele, ele não funciona da mesma maneira dentro do corpo. A OMS explica que «consumir qualquer álcool apresenta riscos para a saúde, mas consumir álcool etílico (etanol) de alta resistência, principalmente se tiver sido adulterado com metanol, pode resultar em graves consequências para a saúde, incluindo a morte».

 

25 – O surto começou porque as pessoas comiam sopa de morcego

Embora os cientistas estejam confiantes de que o vírus começou em animais, não há evidências que sugiram que ele chegou até nós através de qualquer tipo de sopa.

 

 

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