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Contraceção: métodos naturais ou farmacológicos?

A contraceção é um tema muito importante na sociedade. Não apenas pelas doenças sexualmente transmissíveis, mas pela quantidade de gravidezes indesejadas que continuam a acontecer. Por haver ainda falta de informação correta sobre todos os métodos disponíveis, Ana Rosa Costa, ginecologista, explica-nos os diferentes métodos contracetivos, as suas vantagens, desvantagens e o seu papel no corpo da mulher.

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«A escolha do método contracetivo é um processo individual», começa por explicar Ana Rosa Costa, ginecologista do Centro Hospitalar de São João e vice-presidente da Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPC), que fala à MOOD sobre a importância de uma adequada contraceção na vida de uma mulher e de um casal, abordando os métodos naturais e farmacológicas presentes no mercado nacional.

 

Em primeiro lugar, «a mulher deve recorrer a uma consulta de planeamento familiar, na qual deve ser informada sobre todos os métodos disponíveis (incluindo os mais recentes)». Simultaneamente, há que fazer uma reconstituição do historial clínico, com vista a registar «as características do ciclo menstrual e a existência de alguma doença que possa constituir uma contraindicação para qualquer um dos métodos apresentados».

 

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De acordo com a ginecologista, existe uma grande variedade de contracetivos. Esses devem ser divididos em dois grupos. No primeiro estão «aqueles cuja eficácia depende da utilizadora, o que pode originar um maior risco», como é o exemplo dos preservativos, da contraceção hormonal, seja esta via oral, vaginal ou transdérmica [através da aplicação na pele que, posteriormente, correrá na circulação sanguínea]» e os métodos naturais. Já no segundo grupo «inclui-se a contraceção intrauterina, como o implante contracetivo subdérmico [colocado no braço debaixo da pele] e a injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona (que impede a libertação dos óvulos da mulher)». Além disso, existem soluções definitivas e, portanto, «irreversíveis, tais como a laqueação de trompas de Falópio, no caso da mulher, e a vasectomia, no homem», esclarece.

 

Mas como deve a mulher escolher o método contracetivo? «Após ser informada sobre os métodos elegíveis para o seu caso, atendendo aos desejos de gravidez a curto ou longo prazo e após o esclarecimento de dúvidas, a mulher poderá escolher o método que mais se ajusta às suas necessidades e expectativas», explica Ana Rosa Costa.

 

Para as mulheres que precisem de tomar contraceção para regular o sistema hormonal, a vice-presidente da Sociedade Portuguesa da Contraceção esclarece que, nesse caso, a melhor opção será «a contraceção hormonal combinada (associação dos componentes estrogénicos e progestativos), sendo a via oral a mais conhecida e utilizada (pílula), mas podendo também ser ministrada por via vaginal (através do anel vaginal), ou transdérmica (através da colocação do adesivo)».

 

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Já caso a mulher queira engravidar a curto-prazo (dentro de um ano e meio ou dois anos), a opção mais adequada é «a contraceção hormonal por via oral – a pílula diária, o anel vaginal (uma vez por mês) ou o adesivo (uma vez por semana durante 3 semanas). Se houver contraindicação para os estrogénios, poderá ser usada a pílula diária só com progestativo ou o preservativo. Os outros métodos de longa duração poderão ser usados e retirados precocemente quando a mulher pretender engravidar, mas não são a primeira opção».

 

De entre as várias opções, os que representam uma menor margem de risco de uma futura gravidez indesejada são, de acordo com a ginecologista, «os métodos não dependentes da utilizadora, ou seja, a contraceção intrauterina e o implante subdérmico, cuja eficácia é igual caso sejam corretamente utilizados e se assemelha à da esterilização cirúrgica (laqueação das trompas), mas com a vantagem de serem métodos de longa duração reversíveis».

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