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Saúde, gravidez, prevenção, mulher – o que têm estes nomes em comum?

Muita coisa já foi falada sobre a contraceção e a maioria pode considerar um tema repetitivo, mas nunca é demais informar quando, em Portugal, de acordo com um estudo de 2015, 94% das mulheres sexualmente ativas recorrem à contraceção. Um tema a recordar hoje, Dia Mundial da Contracepção.

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– Valores culturais – numa sociedade cada vez mais diversificada, os aspetos culturais devem ser analisados procurando satisfazer o casal/mulher adaptando às preferências tradicionais no seio da comunidade em que a mulher pertence;

 

– Objetivos em termos de planeamento familiar – corresponde ao termo da perspetiva de fertilidade; importa perceber quantos filhos pretendem ter e qual o período de intervalo entre as gravidezes;

 

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– Modo de ação dos vários métodos – basicamente os métodos de contraceção incidem sobre a inibição do contacto das duas células germinativas (óvulo da mulher e o espermatozoide do homem). Pode ser uma barreira física (os preservativos, DIU não medicados, a laqueação das trompas) ou métodos hormonais (pílulas, implantes, DIU medicados, anel vaginal e adesivos contracetivos) que impedem a formação e a libertação do óvulo (célula feminina);

 

– Eficácia contracetiva e incidência de efeitos colaterais – os métodos de contraceção mais difundidos requerem eficácia igual ou superior a 99%, desde que corretamente utilizados. Os métodos que não dependem da disciplina da mulher são os mais eficazes (injeção trimestral; implante subcutâneo, contraceção intrauterina e a laqueação das trompas). Os efeitos secundários considerados adversos são muito limitados, mesmo os que são mais graves e que podem colocar em risco de vida a mulher são raros. O mais conhecido, o tromboembolismo (trombose), é menos frequente quando comparamos à ocorrência do mesmo numa mulher grávida (sendo 10 vezes mais frequente na gravidez).

 

Veja a galeria: Sintomas de depressão

 

Terão todas as mulheres conhecimento destas informações? A verdade é que, cada vez mais, a sociedade tem procurado saber mais sobre saúde, de modo a tornar-se mais interventiva nas decisões que toma, e deste modo os profissionais de saúde e os meios de comunicação têm tentado dar resposta a esta tendência.

 

Por Joaquim Neves

Médico especialista em Obstetrícia e Ginecologia e assistente na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

 

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