Home»VIDA»CASA & FAMÍLIA»Consumo: O poder das mães

Consumo: O poder das mães

Será que as marcas têm real noção do poder da presença nos grupos de mães do Facebook ou do WhatsApp? Para quem não conhece, estes grupos dão às marcas mais informações que qualquer estudo de mercado que possam encomendar.

Pinterest Google+
PUB

As mães, juntas, têm um poder que não devemos, enquanto gestores de marcas, negligenciar. Nestes grupos, discute-se a forma mais correta de alimentar os filhos mas também – e é aqui que entram as marcas, como observadores – a melhor relação preço/ qualidade de eletrodomésticos, a loja de roupa de criança com mais variedade, qualidade, algodão orgânico e afins, de preferência sem que ter de deixar lá a carteira.

 

As mães trocam informações sobre babysitters, empresas de catering, empregadas domésticas (tema muito recorrente. Muito mesmo!), contactos de fornecedores de pequenos serviços para a casa (canalizador, pintor, entre tantos outros), trocam informações (e críticas) sobre médicos e hospitais (privados e públicos), procuram informações sobre as melhores atividades para ocupar as crianças nas férias.

 

Ali, apela-se à participação das mães para apoiar associações que ajudam famílias carenciadas, doando roupa, acessórios de bebé, comida e todos os bens que uma família possa precisar. Acreditem quando vos digo que elas se mobilizam e conseguem fazer a diferença. Nestes fóruns, debatem-se temas bastante abrangentes e reveladores das maiores preocupações deste grupo da população tão importante para a maioria das marcas.

 

VEJA TAMBÉM: NÓDOAS? CONHEÇA ESTES TRUQUES PARA POUPAR NA LAVANDARIA

 

Convenhamos, todos sabemos que quem manda lá em casa é a mãe, mas também sabemos que não é fácil ser autorizado a entrar e intervir junto deste grupo. Este público, “as mães”, deve ser tratado com muito carinho e cuidado para não o irritar ou afastar. As mães têm 1001 tarefas na sua agenda diária. Estão ocupadas e odeiam perder tempo.

 

Qual é então o segredo para as marcas se aproximarem das mães?

  • Facilitar a vida das mães dando-lhe soluções: através de serviços diretos (possibilidade de comprar diretamente sem ter de preencher formulários, informação completa sobre o produto, datas de entrega fiáveis, etc.) ou produtos que resolvam os seus problemas (empresas de gestão da casa – empregadas, pequenos serviços de reparação, babysitting, etc.);
  • As mães gostam de bons negócios pelo que promoções, preços especiais e vouchers exclusivos são uma boa aposta;
  • Para comprar têm de gostar. Utilizar promotores da marca, outras mães que realcem as vantagens do serviço ou produto que as marcas estão a tentar vender (influenciadores, mummy bloggers);
  • Conhecer bem o “tipo de mãe” para quem quer falar. Rapidamente se percebe que nestes grupos existem diferentes tipos de mães e as marcas têm de se adaptar ao seu público-alvo: a mãe que sabe tudo, a mãe empreendedora, a mãe perfeita, a mãe ecológica, a mãe experiente, a mãe fitness – e tantos outros estereótipos que se podem encontrar;
  • Utilizar estes grupos para uma abordagem mais localizada geograficamente pois habitualmente os grupos de Facebook juntam pessoas de uma determinada comunidade (embora haja muitos que são nacionais) – esta será certamente uma boa forma de promover serviços locais;
  • Criar empatia com as mães e alegrar o seu dia através de uma comunicação bem-disposta e que use o humor (a maternidade não tem manual de instruções e esse pode ser um bom gancho de comunicação);
  • Partilhar informação relevante e útil nos canais digitais da marca (receitas saudáveis, formas de poupar dinheiro, exercícios, atividades para fazer com as crianças e DiY).

 

VEJA TAMBÉM: APRENDA A POUPAR SEGUNDO UMA ESPECIALISTA EM GESTÃO FINANCEIRA

 

Quem por lá passou sabe que a maternidade pode ser muito solitária. Os grupos de Facebook de hoje são a versão moderna do espírito de “vila” e comunidade das aldeias de antigamente. É aqui que as mães (de 1ª, 2ª ou 3ª viagem) vêm pedir ajuda e apoio, e sabem que aqui encontram informação genuína, sem outros propósitos e, muito importante, sem julgamentos.

 

As marcas têm de saber estar presentes sem serem intrusivas e sem porem em causa a genuinidade destas comunidades. É um equilíbrio difícil, mas onde reside o segredo do sucesso. Estudar bem o público-alvo (as “mães”) e preparar o melhor plano de marketing para redes sociais possível, são ingredientes essenciais.

 

Agora vou ali que ouço gritar pela enésima vez “Mãeeeeeeeeeeeeee! Oh mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!”. Inspira, expira e não pira.

A mãe é que sabe! ?

 

 

Artigo anterior

Braga quer qualificar o ‘Bacalhau à Braga’ e lança a semana gastronómica deste prato minhoto

Próximo artigo

Como recuperar o vigor e brilho da pele segundo dermatologistas