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Consumo excessivo de álcool pode indiciar doença psiquiátrica

Por altura em que as festas, romarias, festivais e férias agravam o consumo de álcool, Mónica Almeida, médica na Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra, alerta para o facto de este abuso poder indiciar algo mais do que meramente o prazer.

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O consumo excessivo de álcool pode ir além do mero prazer e indiciar a existência de doença psiquiátrica, revela Mónica Almeida, médica na Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra.

 

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem anualmente, em todo o mundo, como consequência do consumo abusivo de álcool, ocupando o 4º lugar no ranking de causas de morte. «As bebidas alcoólicas contêm etanol, uma substância psicoativa que afeta a função e neurotransmissão cerebral, e que possui propriedades intrínsecas capazes de induzir dependência», revela a médica.

 

É no verão, com o bom tempo e as férias a pedirem mais atividades ao ar livre, bem como com as festas regionais e os festivais de música, que o apelo ao consumo de bebidas alcoólicas aumenta. Porém, como explica mónica Almeida, «o efeito de desinibição social intrínseco ao álcool pode também ser motivo de procura em pessoas com maiores limitações na interação social, sobretudo jovens, como os que sofrem de fobia social, grupo de risco para desenvolver problemas relacionados com o álcool».

 

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Neste sentido, o consumo excessivo de álcool torna-se um problema de saúde pública, atuando como fator causal em inúmeras doenças. Aumenta exponencialmente o risco de acidentes em meio aquático, como afogamentos, acidentes de viação, consumo de outros estupefacientes, comportamentos sexuais de risco e comportamentos violentos.

 

«O aumento do consumo de bebidas alcoólicas no período de férias é sobretudo preocupante nos jovens, por variadas razões, das quais se realça poder precipitar um padrão de consumo regular e problemático que se perpetua após este período. Por isso, é importante limitar o seu consumo de álcool nestas férias e ficar atento ao mesmo por parte dos seus filhos. Depois da prevenção, o reconhecimento do problema e intervenção precoces são o principal fator de bom prognóstico a médio e longo prazo, logo, não hesite em procurar ajuda especializada aos primeiros sinais de suspeição de dependência do álcool», alerta a médica.

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