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Consumo de líchias provocava doença misteriosa a crianças na Índia

Todos os anos, desde 1995, uma doença misteriosa atormentava a cidade de Muzaffarpur, na Índia, por afetar apenas as crianças da região.

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Investigadores do Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos e do Centro Nacional de Controlo de Doenças da Índia culpam a líchia, fruta natural das regiões quentes da Ásia, pela doença misteriosa que afetava uma parte das crianças de Muzaffarpur, na Índia, desde 1995, reporta a ‘CNN’.

 

Em 2014, centenas de crianças foram internadas no hospital exibindo sintomas (febres e convulsões) da doença localmente designada de ‘chamki ki bimari’ ou ‘doença de pechisbeque’. Dos 390 admitidos para tratamento nesse ano, 122 morreram. Os investigadores procuraram exaustivamente a causa, mas só agora se descobriu a relação.

 

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O calor, a humidade, a desnutrição e os pesticidas têm sido considerados como fatores que contribuem para a doença. Os investigadores compararam os resultados de testes de crianças que desenvolveram a doença misteriosa com os de crianças que não a tinham e a análise de amostras de sangue e líquido espinal não revelaram sinais de infeção ou de exposição a produtos químicos e inseticidas.

 

No entanto, a maioria das crianças que adoeceu tinha comido líchias recentemente. De acordo com o estudo, as crianças afetadas passavam a maior parte do dia a comer líchias dos pomares vizinhos e muitas vezes voltavam para casa à noite e não jantavam, o que poderá ter resultado numa hipoglicemia noturna. Quando o nível de açúcar no sangue cai, o corpo começa a metabolizar ácidos gordos para produzir um impulso necessário de glicose.

 

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No entanto, amostras de urina mostraram que dois terços das crianças doentes apresentavam evidências de exposição a toxinas encontradas em sementes de líchia. A presença destas toxinas leva a uma perigosa baixa de açúcar no sangue e a inflamação do cérebro nas crianças.

 

Entretanto, o Governo indiano já emitiu uma declaração aconselhando as crianças a minimizarem o consumo desta fruta e a fazerem uma refeição à noite durante o ‘período de surto’.

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