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Consumo de lacticínios pode afetar risco de cancro da mama, sugere estudo

Pensa-se que a dieta seja responsável por 30% de todos os cancros. Uma investigação mais aprofundada sobre a influência do consumo de lacticínios pode ajudar a perceber melhor quais os produtos alimentares mais valiosos em termos de redução do risco para esta doença.

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Alimentos lácteos específicos podem influenciar o risco de cancro de mama em mulheres, embora o risco varie de acordo com a fonte do produto lácteo, de acordo com um estudo realizado por investigadores do Roswell Park Cancer Institute, EUA.

 

Segundo os resultados do estudo, e embora o elevado consumo geral de produtos lácteos, em particular de iogurte, esteja associado a um menor risco de cancro da mama, o elevado consumo de queijo americano, cheddar e creme para barrar foi associado a um risco ligeiramente aumentado para sofrer da doença.

 

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O estudo examinou a associação entre os tipos e a quantidade de alimentos lácteos consumidos entre 1.941 mulheres diagnosticadas com cancro da mama e 1.237 participantes de controlo no banco de dados de Roswell Park e do BioRepository, entre 2003 e 2014. A ingestão habitual dos participantes de lacticínios foi identificada através de um questionário de frequência alimentar autoadministrado e agrupado em ingestão mensal de leite, iogurtes, queijo, e outros produtos lácteos.

 

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Além disso, o estudo teve em conta variáveis como idade, raça, índice de massa corporal, estado da menopausa, consumo de energia, tipo de leite consumido, tabagismo e história familiar de cancro da mama.

 

«Alimentos lácteos são misturas complexas de nutrientes e substâncias não-nutrientes que podem ser negativamente e positivamente associadas ao risco de cancro da mama. São necessários estudos futuros para confirmar o potencial protetor do iogurte neste tipo de cancro», diz a autora principal do estudo, Susan McCann, professora de oncologia no Departamento de Prevenção e Controlo do Cancro, em Roswell Park.

 

 

 

 

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