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O ginecologista explica: Conselhos práticos sobre higiene genital feminina

A higiene íntima feminina deve ser diferente tendo em conta vários fatores, tais como a idade, a fase do ciclo menstrual em que a mulher se encontra ou se acabou de praticar atividade física.

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Banho e higiene: não usar gel de banho ou sabonete com perfume para evitar a irritação da pele e não esfregar a pele da vulva com a toalha, mas sim secar.

 

Atividade sexual: nos casos em que existe irritação e secura durante o ato sexual, deve ser usado um lubrificante sem substâncias químicas. Pode ser necessário utilizar preservativo para evitar o contacto do esperma com os genitais, diminuindo o ardor e irritação após a relação sexual. Após o acto sexual, lavar a área genital externa com água e produto de higiene íntima. Não se recomendam lavagens vaginais.

 

Período perimenstrual e menstrual: nesta fase, a higiene deverá ser mais frequente, para aumentar a remoção dos resíduos e melhorar a ventilação genital, com consequente redução da humidade prolongada. Sangue menstrual, maior produção de secreção sebácea, sudorípara e glandular e uso prolongado de pensos higiénicos com película plástica externa são factores agravantes da irritação vulvar. Os pensos higiénicos e desodorizantes não devem ser utilizados. Os tampões podem ser utilizados com segurança, desde que mudados com frequência.

 

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Puerpério recente: a higiene deve ser feita como no período menstrual.

 

Pós-menopausa: recomenda-se lavar, no máximo, duas vezes ao dia, usando produtos com pH próximo ao fisiológico para evitar maior secura e consequente prurido.

 

Infância: deve ser feita a higiene diária com banho diário e após a defecação. Além dos sabonetes líquidos, é fundamental o cuidado em secar, cuidadosamente, a região anogenital.

 

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Pós-atividade física: fazer a higiene dos genitais, logo após o término das atividades, para evitar que o suor e outras secreções irritem a pela da vulva.

 

Vulvovaginites: quando presente esta situação, as mulheres devem procurar tratamentos específicos com o seu médico. A higiene genital pode ser uma necessidade paliativa, mas não deve ser encarada como tratamento. Situações associadas à alcalinidade, tais como vaginose bacteriana, podem beneficiar de higiene com produtos mais ácidos.

 

Depilação: ela pode ser feita na região anogenital, mas deverá respeitar a sensibilidade individual da mulher. A frequência deverá ser a menor possível, contudo, a extensão da área depilada dependerá do gosto de cada mulher. Uma boa opção será aparar o pelo púbico sem rapar.

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