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Conhece a psicologia dos emojis?

‘Olá, como estás?’ já não é uma frase simples. Quase sempre é acompanhada por uma carinha redonda que expressa um sorriso. A utilização recorrente dos emojis revolucionou a comunicação no mundo virtual. E um estudo dedicou-se a averiguar isso mesmo. Ora veja o que diz a ciência neste Dia Mundial dos Emojis.

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Já todos os usamos nas diversas redes sociais, nas SMS e MMS, nas mais variadas circunstâncias. Como ‘uma imagem vale mais do que mil palavra’, muitas vezes estas pequenas figuras trasnmitem em poucos caracteres o que teríamos de escrever em algumas frases. E eis os emojis, que já têm até dia mundial, assinalado a 17 de julho :) 😀 😮 .

 

Trantando-se de uma nova forma de comunicar que granjeou adeptos em todo o mundo, uma equipa de psicólogos quis estudar o fenómeno e perceber os seus efeitos. Num artigo publicado na revista Trends on Cognitive Sciences, os investigadores da Edge Hill University, no Reino Unido, argumentam que o crescente uso de emojis ajuda os utilizadores a obterem a mesma satisfação através de interações digitais como quando interagem cara-a-cara com as pessoas.

 

Eles acreditam que os emojis permitem a comunicação não-verbal, como gestos e expressões faciais, no mundo digital de hoje. Basta olhar para o emoji com lágrimas de alegria, o conhecido rosto amarelo com olhos apertados e lágrimas a escorrerem. Quando alguém manda este emoji, a pessoa que recebe percebe que aquilo que recebeu é engraçado o suficiente para chorar de riso. «Iluminam-se diferentes regiões do cérebro quando olha para emojis», diz Linda Kaye, psicóloga e líder da análise, à ‘CNN’.

 

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No mundo real, o uso de gestos e expressões com as mãos desempenham um papel vital na maneira como comunicamos com alguém. Estes gestos ajudam o outro a compreender o significado daquilo que é dito. Mas quando não se pode ver a pessoa com quem se está a comunicar, o uso de emojis parece ser uma opção eficaz. «É assim que se expressa emocionalmente. A escolha de um emoji pode alterar drasticamente o significado da frase», observa Kaye em declarações ao site do canal de notícias americano.

 

Imagine que recebe esta mensagem do seu melhor amigo: ‘Tropecei e bati com a cabeça no armário’, seguido por um emoji com a cara de riso icónica. Este emoji permite-lhe perceber que o seu amigo não está ferido, que está bem, e está, inclusive, a brincar com a situação. Mas se a mesma frase fosse enviada e finalizada com um emoji triste a sua reação à partida seria diferente.

 

Nenhum emoji consegue transmitir o significado literal de uma determinada declaração, mas pode ajudar a esclarecer como a pessoa se está a sentir. Muda completamente o significado da frase e consequentemente a interpretação do recetor da mensagem.

 

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De acordo com o estudo liderado por Kaye, os franceses usam quatro vezes mais emoji do que outras línguas. Por sua vez, os árabes utilizam quatro vezes mais emojis de plantas e flores do que a média. E, ao contrário do que se possa pensar, os russos são uns românticos, uma vez que utilizam três vezes mais emojis amorosos do que a taxa média. Quanto aos americanos, a sua utilização dos emojis não podia ser mais variada e aleatória.

 

As conclusões do estudo acrescentam ainda que as pessoas que mais recorrem ao uso de expressões faciais felizes têm mais tendência a serem pessoas mais sorridentes no mundo real. Além disso, quem usa, de um modo geral, emojis são pessoas mais socialmente recetivas e acessíveis.

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