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Confunde os seus desejos com medos?

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Vou aproveitar-me de uma fábula para ilustrar o tema que quero desenvolver e, como quem conta um ponto acrescenta um ponto, vou dar-me à liberdade de o fazer com a Fábula da Raposa e as Uvas.

 

Conta a história que uma raposa viu nas ramas de uma videira uns cachos de uvas que a deixaram desejosa de as saborear! Fez umas poucas tentativas, mas como não conseguiu desistiu e afastou-se dizendo: também não queria assim tanto as uvas…

 

A história é habitualmente interpretada como uma crítica a quem não reconhece as próprias limitações, no entanto parece-me que se pode fazer uma análise mais profunda. A raposa não só desistiu, mas também o fez após poucas tentativas, o que revelou a sua intolerância ao desconforto de não estar a ser capaz.

 

Identifica esta raposa dentro de si? Quantas vezes já deixou de lutar pelo que queria porque ficou com medo de não conseguir atingir os seus objetivos? Porque não confiou nas suas capacidades, porventura achou que podia chocar com uma opinião contrária à sua, talvez teve receio de que os seus sentimentos não fossem correspondidos, ou meteu a fasquia tão alta que se tornou impossível de a alcançar…

 

O medo de falhar é um grilhão que impede que se viva de forma espontânea, e torna o pensamento castrador: “Até gostaria, mas no fim de contas talvez seja melhor não!”.

 

Nem todos os caminhos são fáceis, e é natural que em determinados momentos possa sentir-se vacilante, no entanto desistir definitivamente do que pretende pode não ser a única solução. Por exemplo, se sentir que no momento não reúne condições, talvez possa adiar de forma a planear a melhor forma de atingir o seu objetivo! Ou, caso o seu objetivo seja realmente impossível de realizar, provavelmente haverá uma solução alternativa que também lhe poderá trazer momentos de felicidade!

 

O risco não passa simplesmente por de deixar de fazer as coisas que seriam importantes para si, arrisca-se a mentir-se e a deformar a essência da sua personalidade: deixa de tomar decisões proativamente e tenta convencer-se que mudou de opinião porque era esse o seu desejo, não foi por medo.

 

Independentemente das circunstâncias e desafios com que se cruzar não abdique de procurar ser quem é, ou de lutar pelo deseja. Adapte-se, mas não desista. Acima de tudo, não se sabote!

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