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Concentrado de tomate ajuda a reduzir inflamação intestinal

Uma nova pesquisa sugere que a adição de um certo tipo de concentrado de tomate à dieta pode reduzir a inflamação intestinal, sobretudo nos portadores de VIH.

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O concentrado de tomate pode ajudar a reduzir a inflamação intestinal crónica, particularmente aquela associada ao vírus da imunodeficiência humana (VIH), conclui um novo estudo realizado pela Universidade da Califórnia de Los Angeles (UCLA), EUA.

 

A pesquisa realizada em ratos sugere que a adição de um certo tipo de concentrado de tomate à dieta pode reduzir a inflamação intestinal. Se não for tratada, a inflamação intestinal pode acelerar a doença arterial, que por sua vez pode levar a ataques cardíacos e AVC.

 

As descobertas fornecem pistas de como o trato intestinal alterado afeta a inflamação causadora de doenças em pessoas com infeção crónica causada pelo VIH, sugerindo que atingir a parede intestinal inflamada pode ser uma nova maneira de prevenir a inflamação sistémica que persiste mesmo quando a terapia antiviral é eficaz no controle de uma infeção.

 

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«A inflamação é um processo importante que protege o corpo contra infeções e toxinas invasoras», explica Theodoros Kelesidis, autor sénior do estudo e professor associado de medicina na divisão de doenças infeciosas da Escola de Medicina David Geffen, na UCLA. «Mas em indivíduos que são tratados com sucesso para o VIH, a ponto de a sua carga viral não ser mais detetável, a contínua inflamação de baixo grau nas células do intestino, o que contribui para um aumento do risco de ataque cardíaco ou AVC», esclarece.

 

Dieta com concentrado de tomate

Os pesquisadores trabalharam com ratos cujos sistemas imunitários foram alterados para imitar os humanos. Os ratos foram alimentados com uma dieta contendo o concentrado de tomate Tg6F, enquanto os restantes foram alimentados com uma dieta normal para ratos – pobre em gordura, colesterol e calorias.

 

O Tg6F contém peptídeos anti-inflamatórios e antioxidantes chamados peptídeos miméticos de apoA-I, que imitam a principal proteína do HDL, o chamado “colesterol bom”.

Os pesquisadores examinaram proteínas chamadas citocinas e quimiocinas que são conhecidas por prever inflamação intestinal e sanguínea, o que pode augurar resultados adversos para pessoas com infeção.

 

E descobriram que os ratos que receberam o Tg6F tinham níveis mais baixos de citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias no intestino e no sangue do que os ratos que receberam a dieta padrão. Além disso, eles descobriram que o Tg6F impediu um aumento nos níveis de uma proteína chamada ADAM17, que orquestra as respostas inflamatórias em pessoas com infeção crónica. Os investigadores confirmaram os efeitos anti-inflamatórios dos miméticos da apoA-I em biópsias intestinais de pessoas com VIH

 

Os autores observam que os ratos não podem recriar completamente todos os aspetos da infeção humana pelo VIH.

 

 

 

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