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Compostagem caseira: como gerir os resíduos orgânicos

A compostagem doméstica é uma ação bastante eficiente quando o assunto é a redução dos resíduos domésticos. Imagine agora que o lixo produzido diariamente na sua casa poderia transformar-se num benéfico composto (adubo) para o meio-ambiente.

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Se nos acompanha regularmente, certamente já ouviu falar de compostagem. Este tema tem vindo a ganhar destaque, devido à imensa e contínua preocupação com o meio-ambiente. Explorar e implementar medidas que ajudem a preservar o nosso ecossistema são necessárias e extremamente urgentes.

 

A compostagem doméstica é uma ação bastante eficiente quando o assunto é a redução dos resíduos domésticos. Imagine agora que o lixo produzido diariamente pela sua família em sua casa poderia transformar-se num benéfico composto (adubo) para o meio-ambiente.

 

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” é a célebre frase de Antoin Lavosier. Imaginou? Pois é, não é história, isto é mesmo possível, e a este processo chamamos de valorização da matéria orgânica – resíduos alimentares. Dependendo do método de compostagem, conseguimos reduzir as deslocações aos contentores do lixo em cerca de 80%.

 

Acha que é difícil ou que necessita ter muitos conhecimentos técnicos para aplicar a prática de compostagem em sua casa? Muito pelo contrário. O processo é extremamente simples, ecológico e bastante económico! Neste artigo, ajudamos a entender um pouco mais.

 

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Noções e dicas sobre compostagem doméstica

A compostagem é simplesmente a degradação da matéria orgânica por ação de microrganismos, como fundos e bactérias, ou por ação de minhocas, a chamada vermicompostagem.

 

Todo este processo necessita que exista um equilíbrio na relação azoto/carbono. Isto ajudará a manter o bom funcionamento da compostagem. E é neste pressuposto que deve ser montado o seu compostor.

 

1 – Resíduos a compostar/não compostar

Nem todos os resíduos podem integrar o processo de compostagem. Pela sua acidez e características, alguns alimentos comprometem a degradação dos resíduos e o desenvolvimento do composto (adubo).

Não usar: laticínios (leite, queijo, manteiga), carne e peixe, gorduras e óleos, plantas tratadas com produtos químicos, cinzas, excrementos de animais;

Usar com moderação: alimentos cozidos, frutas cítricas;

Usar: vegetais, frutas, legumes, casca de ovos e ovos esmagados, borras de café, cereais, restos de relva, grãos e sementes, ervas daninhas.

 

2 – Material necessário para iniciar a compostagem

Nesta fase, é necessário escolher o tipo de compostagem que irá implementar em sua casa. Se optar por uma vermicompostagem, terá de adquirir uma quantidade de minhocas vermelhas (geralmente espécies Eisenia foetida ou Lumbricus rubellus) para que possam dar início ao processo de degradação orgânica. Estas minhocas alimentam-se e reproduzem-se rapidamente, portanto serão a melhor escolha.

 

Material a ser usado:

– Compostor de 3 unidades (de preferência com uma torneira para facilitar a extração do composto líquido)

– Material castanho (folhas secas, palha, pequenos ramos)

– Material verde (resíduos orgânicos)

– Terra

– Minhocas

 

 

3 – Indicações para iniciar a compostagem

– Na caixa superior deverá adicionar de forma a cobrir o fundo – terra e minhocas;

– Deposite alguns resíduos orgânicos num canto da caixa;

– Cubra tudo com material castanho;

 

Introduza diariamente os restos de comida na caixa superior. Assim que esta esteja totalmente cheia (provavelmente à volta de 30 dias) deverá trocar de lugar com a caixa de baixo. Repita o processo 1 e 2 e, novamente, alimente o compostor de forma diária com os resíduos orgânicos adequados.

 

Quando a segunda caixa também ficar completamente preenchida, poderá retirar o material da primeira caixa, pois a compostagem terminou. Este adubo é rico em nutrientes e está pronto para ser devolvido à natureza. Incorpore-o em jardins, hortas e plantas. Para retirar o material, deixe a caixa exposta ao sol durante algum tempo. Isto fará com que as minhocas mergulhem para o interior da caixa, evitando perdas. As minhocas não gostam de luz ou calor.

 

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A terceira caixa (na base) não está esquecida. Ela serve para receber todo o líquido orgânico produzido durante o processo de compostagem. Por isso, se a caixa da base tiver uma torneira tanto melhor, pois conseguirá de forma mais fácil recolher este líquido. Tenha em atenção de que este rico biofertilizante apenas poderá ser devolvido à terra, após sofrer uma diluição em água de 1:10 (1 parte de biofertilizante para 10 de água).

 

4 – Vantagens de praticar compostagem em sua casa:

– Reduzir a quantidade de lixo encaminhado para aterros/inceneração;

– “Da terra para a terra” – produção de fertilizante natural;

– Redução da contaminação dos solos e aquíferos;

– Envolvimento consciente da população para temáticas de proteção do ambiente e estilo de vida saudável.

 

 

 

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