Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»Comportamento: caracterização do perfil de Bruno Lage

Comportamento: caracterização do perfil de Bruno Lage

É no futebol, na vida, no mundo laboral. Os mais fortes emocionalmente são os que enfrentam de forma mais estruturada as dificuldades, encaram com esperança as adversidades e atingem sucesso. Descubra quem é Bruno Miguel da Silva Nascimento e se partilha algumas das suas características.

Pinterest Google+
PUB

Sem histórico de jogador, mas com algumas passagens como treinador por Portugal e pelo estrangeiro, Bruno Lage chega ao Benfica no final da época passada como treinador principal e até hoje tem tido um percurso notável. A sete pontos do rival, Futebol Clube do Porto, quem é este homem e como faz a diferença?

 

Bruno Lage é em primeiro lugar um treinador consensual. Reconhecido pelos pares pelas suas capacidades técnicas e recordado pelos jogadores com simpatia e carinho. Multiplicam-se comentários positivos acerca da sua personalidade e todos são unanimes em referir que sentem saudades. O Benfica precisava de um treinador assim…

 

É também um teórico do desporto rei, algo invulgar no mundo do futebol. Conta já com três livros publicados, livros essencialmente dedicados à metodologia de treino em futebol e potencialização de jovens jogadores. Com 42 anos, 8 anos aproximadamente passou-os na Academia do Seixal. Numa altura em que a mudança de paradigma do Benfica aposta em jogadores em formação e não em jogadores consagrados, cada vez mais é uma realidade, Lage parece ser uma escolha certa.

 

Um treinador metódico, gosta de planos e destaca-se pela forma aplicada com que prepara cada jogo e cada tática. Gosta de afinar as várias situações de jogo, até estarem “na perfeição”.  Tecnicamente gosta de estar bem preparado. Parece gostar muito de trabalhar e não quer ser apanhado desprevenido, pelo que prepara de igual forma o processo ofensivo e defensivo.

 

Habituado a níveis de exigência elevados e a um futebol muito competitivo, especialmente como adjunto de Carlos Carvalhal, encontra-se preparado para lidar com situações de crise e pressão, transmitindo tranquilidade às suas equipas.

 

Dono de uma filosofia de jogo muito própria, ajusta-a aos adversários que vai encontrando, sem receios, afinal tudo foi planeado e estudado.  Não tem medo de arriscar novas táticas e jogadas, gosta de explorar o potencial individual de cada jogador. Como diz no livro em que é coautor: “Não há, nem nunca haverá, verdades absolutas no que respeita à operacionalização de uma equipa de futebol”.

 

Analisa cada jogador ao detalhe, identificando as suas áreas de melhoria e pontes fortes. Foca-se nas pontes fortes e estimula-os, levando a que o jogador melhore constantemente a sua performance. Preocupa-se com a pessoa que está para lá do jogador potenciando o seu bem-estar.

 

Não está preocupado em ser aceite, foca-se em mostrar o futebol da sua equipa e os talentos dos seus jogadores. Não busca aceitação exterior, mas sim criar um espírito de equipa único, focado no alcançar de resultados.

Artigo anterior

Não bebo água. E agora?

Próximo artigo

Gosta de lampreia? Está à prova até abril